Em ação covarde, policiais gaúchos agridem mulheres em evento feminista

Um evento cultural feminino, inexplicavelmente acabou em pancadaria distribuída por policiais da Brigada Militar do Rio Grande do Sul.
As mulheres participavam na Praça João Paulo I, no Bairro Santana em Porto Alegre, da Feira do Livro Feminista e Autônoma (FLIFEA), evento paralelo a 61º Feira do Livro de Porto Alegre.
Por volta de 23 horas, devido ao barulho da batucada que faziam às participantes, algum incomodado chamou a Brigada Militar. Seis viaturas chegaram ao local, lotadas de policiais, armados com cassetetes, sem nenhuma disposição para conversar, apenas bater.
A advogada especialista em Direitos Humanos Tâmara Biolo Soares viu um vídeo que mostra a abordagem da BM ao grupo:
— Os policiais chegaram para bater. É revoltante. Se o problema era o barulho, poderiam ter resolvido com uma conversa. As imagens mostram elas fugindo, e os policiais correndo atrás para bater.
O comandante do 9º Batalhão da Brigada Militar de Porto Alegre, tenente-coronel Marcus Vinicius Gonçalves Oliveira, disse que o grupo tentou “investir” contra os policiais, que houve uso de força moderada para conter agressões. Não é o que mostra o vídeo.
As vítimas devem denunciar formalmente as agressões nesta terça-feira (3) à Corregedoria da BM, ao Ministério Público e às comissões de defesa dos direitos humanos da Câmara de Vereadores e da Assembleia Legislativa.
Do grupo de 20 mulheres que participavam do evento, nove ficaram feridas e quatro ficaram gravemente feridas. Ou seja, apenas um reduzido grupo saiu ileso, uma demonstração da desproporcionalidade e da desnecessidade da ofensiva policial.
Na tarde desta segunda-feira (2),
as feministas organizaram uma caminhada em protesto contra a violência policial, com início no local das agressões e término na Feira do Livro.
A impressão que se tem é que está virando regra nas manifestações de cunho popular: primeiro bate, depois pergunta.


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da Redação

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