O novo imposto, o desmentido do presidente e as implicações para o Secretário da Receita (Veja o Vídeo)

Acompanhem isso com atenção:

Marcos Cintra, Secretário da Receita Federal, falou que Bolsonaro iria criar um novo imposto de 0.9% sobre qualquer transação comercial, inclusive o mercado informal e o contrabando.

0.45% quem pagaria seria e comprador e os outros 0.45% seria o vendedor do bem, além de informar que as igrejas seriam tributadas.

Nas primeiras horas da manhã desta segunda feira (29), o presidente fez um vídeo, com cara de poucos amigos, avisando que não é verdade essa tributação.

Veja o vídeo:

Já seria estranho se a história terminasse por aí, mas fica ainda pior se lembrarmos que esse mesmo Marcos Cintra, em novembro de 2018, se envolveu em outra polêmica exatamente igual. Ele fazia parte da equipe de transição de governo e deu uma declaração dizendo que a CPMF iria voltar, lembram?

Foi rapidamente rebatido por Bolsonaro que falou, inclusive, em "cortar cabeças".

Deveria ter feito! Teria evitado esta nova saia justa que atrapalha os passos do governo.

Marcos Cintra é economista, foi vereador em São Paulo, Deputado Federal, passou por vários partidos até chegar ao PSL e é responsável (veja bem que ironia) pelo PROJETO DO IMPOSTO ÚNICO, descartado pelo presidente ainda nas eleições. Não é estranho o criador do Imposto ÚNICO gastar tanto tempo com a imprensa, divulgando NOVOS IMPOSTOS que não foram criados de fato?

- A tempo: Marcos Cintra confirmou um novo imposto ainda no dia 12.04. Na revista Valor Econômico.

O Presidente da República está ilhado!

Há traidores e oportunistas por todos os lados.

Hoje entendemos o por quê de Bolsonaro ter tão poucos projetos aprovados enquanto deputado, ele não participava do esquema, então seus projetos eram descartados.

Ele resistiu à corrupção por mais de 30 anos e saiu de lá presidente. Resta saber se vai resistir à tantos oportunistas que querem um lugar sob os holofotes ao lado do presidente.

Se for preciso, que reveja toda a equipe, mas livre-se imediatamente de quem, mesmo fazendo parte da alta cúpula do governo, age como um oposicionista.

É inadmissível, é um tapa na cara de quem apoia o presidente manter no cargo uma pessoa que atrapalha, ao invés de ajudar. Não sabemos se é mal intencionado ou apenas incompetente, seja como for, não cabe no cargo.

Raquel Brugnera

Pós Graduando em Comunicação Eleitoral, Estratégia e Marketing Político - Universidade Estácio de Sá - RJ.

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