Vergonha alheia: "A que ponto chegará o 'jornalismo' da Veja?", questiona Bolsonaro

A terça-feira (30) foi marcada por confrontos violentos entre os militares da ditadura socialista venezuelana de Nicolás Maduro e o povo, que foi às ruas atendendo a convocação de Juan Guaidó, presidente autoproclamado do país. Diversas autoridades internacionais manifestaram-se em apoio a Guaidó, como o senador americano Marco Rubio, opresidente da Colômbia, Iván Duque, o secretário geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro.

Ao noticiar o fato, a revista Veja usou o termo "Golpe contra Maduro" no título da matéria, o que acabou gerando revolta, uma vez que os opositores do atual desgoverno venezuelano tentam se livrar de uma ditadura que ocasionou uma das piores crises de direitos humanos de sua história.

Segundo o Relatório da Anistia Internacional publicado em 2018, autoridades do Estado venezuelano usam da força letal com intenção de matar a população mais pobre e utilizam linguagem de guerra para tentar legitimar o uso excessivo da força. Dessa forma, o povo venezuelano tenta, em sua maioria, não dar um golpe, mas sim sobreviver e restaurar a democracia.

Indignado com o trato da revista Veja com um tema tão delicado e com a ousadia de tratar a luta dos venezuelanos como um "Golpe contra Maduro", Jair Bolsonaro postou um print em suas redes sociais sobre a dita matéria questionando:

"A que ponto chegará o 'jornalismo' da Veja?"

Não bastasse a vergonha alheia a qual a revista se submeteu, ainda atualizou o título da matéria para: "Autoridades internacionais apoiam movimentação de Guaidó".

Mais uma vez, o veículo se posiciona de maneira errada, contra os anseios de um povo e contra a vida humana.

da Redação

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