De que forma o governo se sustenta num ambiente tão contraditório e desfavorável?

Bem, para responder essa questão é preciso entender as duas ocorrências que permeiam as ações do atual governo:

1° - O caráter pedagógico.
2° - O caráter normativo.

O pedagógico é quando o governo toma uma atitude e logo em seguida é rebatido pela oposição, posso dar vários exemplos para explicar esse ponto, mas vou me deter em apenas dois:

- Coaf com Moro - entendemos a importância do Coaf no Ministério da Justiça quando a oposição faz manobras para colocá-lo no ministério da Economia, tentando desesperadamente evitar a ‘quebra de sigilo’ bancário dos denunciados.
- A reforma da previdência - entendemos que a reforma é necessária quando a oposição faz manobras para evitar que ela passe, assumindo que se passar sobrará dinheiro e Bolsonaro irá usá-lo para "agradar" o povo e isso garantiria sua reeleição.

Ou seja, as medidas do governo (passando ou não pelo filtro da oposição), surtem efeito pedagógico porque nos ensinam que há soluções e nos mostram quem são os agentes que não querem resolver as questões.

Essa é a lição que deveremos aprender para as próximas eleições.

Já o caráter normativo, tem a ver com as regras que estão sendo modificadas e que derrubaram custos e a burocracia para as atividades comerciais no país, além de novas alianças econômicas, novos produtos e mercados que antes eram ignorados.

Isso significa que enquanto se discute grandes projetos, os pequenos estão sendo efetivados, facilitando nossas vidas, fazendo o dinheiro girar no mercado, viabilizando abertura de novas empresas e consequentemente, de mais empregos.

Há muita coisa sendo assinada e divulgada no Diário Oficial da União que diz respeito ao nosso curto dinheiro, não tem a ver com ideologia e com salvar a macroeconomia, tem a ver com os trocados que juntamos para iniciar um pequeno negócio caseiro, para empregar os filhos e contratar uns funcionários; pode parecer bobagem se compararmos com os problemas políticos, mas faz toda diferença na vida do cidadão que não tem poder de grandes decisões.

Porém, esse cidadão comum vota! Os filhos votam, os funcionários votam...

E eles já entenderam quem são os políticos e partidos que votam para agilizar o país e quais votam para "fugir da polícia".

Não subestimem o povo simples. A sociedade nunca esteve tão organizada e trocando tantas informações.

Raquel Brugnera

Pós Graduando em Comunicação Eleitoral, Estratégia e Marketing Político - Universidade Estácio de Sá - RJ.

Comentários