Michel Temer vai pra cima do PT e exige apoio ao ajuste fiscal

Vice-presidente pede empenho do Planalto para acabar com resistência de petistas

25/05/2015 às 07:40 Ler na área do assinante

O vice-presidente Michel Temer vai cobrar do Palácio do Planalto empenho para garantir o apoio do PT às medidas do pacote fiscal, que terão uma semana decisiva no Senado.

Temer vai conversar ainda hoje com a presidente Dilma Rousseff. Segundo relatou a interlocutores, ele pretende saber "para onde o governo deseja ir, para o lado do PT ou do ajuste fiscal".

O vice-presidente está assombrado com o risco de o governo sair derrotado das votações previstas para esta semana, quando o Senado analisará as medidas provisórias 664 e 665, que restringem benefícios trabalhistas e previdenciários e já foram aprovadas pela Câmara.

Na conversa com Dilma, antes de ela embarcar em viagem oficial ao México, Temer pretende expor as dificuldades que encontrará para exigir o apoio dos demais partidos da base governista se o PT não se comprometer com as medidas do ajuste fiscal.

Na semana passada, petistas criticaram publicamente as propostas, forçando o adiamento das votações no plenário do Senado. Dois senadores do PT apoiaram um manifesto contra as medidas, e um deles, Lindbergh Farias (RJ), defendeu a saída do ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

A insatisfação tem contaminado o partido. Em encontro petista realizado em São Paulo nos dias 22 e 23 um dos gritos entoados com veemência foi "Fora Levy".

O ministro Joaquim Levy também manifestou no fim de semana insatisfação com o rumo das votações das medidas provisórias do pacote fiscal, que vão caducar e perder seus efeitos se não forem aprovadas até o fim desta semana.

Em suas conversas nos bastidores, o ministro Levy segue defendendo Temer e a presidente Dilma, que descreve como a "campeã do ajuste". Mas ele se queixa das negociações em torno do projeto que reduz benefícios da desoneração da folha de pagamento, elevando alíquotas da contribuição que várias empresas pagam sobre o faturamento.

Na sexta-feira, o governo anunciou corte de R$ 70 bilhões no orçamento previsto para este ano, que tinha sido inflado pelo Congresso. Mesmo que o corte ocorra, as despesas do governo devem superar as do ano passado.

da Redação
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