Dilma “veste a carapuça” e diz que irá processar Bolsonaro

Uma declaração do Presidente da República Jair Bolsonaro nos Estados Unidos, durante o evento em que foi homenageado com o prêmio personalidade do ano da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, provocou a imediata reação da ex-presidente Dilma Rousseff.

Bolsonaro disse o seguinte:

“Quem até há pouco ocupava o governo tinha suas mãos manchadas de sangue da luta armada, matando inclusive um capitão, como eu. Eu rendo homenagem aqui ao capitão Charles Chandler, um herói americano. Talvez um pouco esquecido na história, mas que escreveu sua história passando pelo Brasil.”

Essa foi a declaração. Sem citar nome algum e fazendo referência ao capitão do Exército americano Charles Rodney Chandler, assassinado, por grupos de esquerda que participavam da luta armada durante o regime militar, em outubro de 1968.

A petista imediatamente reagiu, ‘vestiu a carapuça’ e se entregou.

Em nota, a ex-presidente afirma que não participou "de atos armados ou ações que tivessem ou pudessem levar à morte de quem quer que seja".

"Minhas mãos estão limpas e foram fortalecidas, ao longo da vida, pela militância a favor da democracia, da justiça social e da soberania nacional. Foi esta luta que me levou à Presidência da República, cargo que honrei representando dignamente meu País, sem me curvar a qualquer potência estrangeira, respeitando todas as nações, da mais empobrecida à mais rica", diz a petista.

Na realidade, como informa matéria publicada no jornal O Globo, “Entre 1967 e 1972, Dilma militou em duas organizações de luta armada contra a ditadura, em São Paulo, no Rio e Rio Grande do Sul. Para fugir da perseguição da polícia e do Exército, usou documentos falsos, transportou armas e dinheiro roubado (...)”.

Portanto, a reação à declaração de Bolsonaro é imotivada e totalmente descabida, notadamente pelo fato de ter efetivamente militado em grupos que participavam da luta armada e, evidentemente, por não ter sido citada nominalmente.

da Redação

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