Ministros do STF fazem piada com gastos com “banquetes”

Entre os ministros, a gastança promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) virou motivo de piada.

No mínimo, uma indecorosa falta de respeito como os pagadores de impostos, que proporcionam o luxo.

Sem qualquer constrangimento, Marco Aurélio Mello fez a brincadeira, zombando das reações ao lamentável episódio para a compra de banquetes para os ministros.

A piada de Marco Aurélio se deu após o presidente do STF, Dias Toffoli, ter convidado os ministros para almoçarem em seu gabinete nesta quarta-feira (22), vez que haverá jornada dupla, com a realização de sessões no Supremo pela manhã e pela tarde.

Disparou o ministro piadista:

“Há convite para almoço sem lagosta”.

Para tanto, fez questão de usar o microfone.

O malfadado edital dos tais banquetes, disponibiliza ao senhores supremos, supremas iguarias.

Pratos com medalhões de lagosta com molho de manteiga queimada, bobó de camarão, camarão à baiana, bacalhau à Gomes de Sá, arroz de pato, pato assado com molho de laranja, galinha d’Angola assada, vitela assada, codornas, carré de cordeiro, medalhões de filé, tournedos de filé com molho de mostarda, pimenta, castanha de caju com gengibre, entre outros.

A licitação previu ainda bebidas perfeitamente harmonizadas com os alimentos servidos. Justamente por isso, na lista de bebidas exigidas estão dois tipos de espumantes (brut e extra brut), que precisam ser produzidos pelo método champenoise e “que tenham ganhado ao menos quatro premiações internacionais”.

Vinhos de seis uvas de variedades diferentes: Tannat, Assemblage, Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay e Sauvignon Blanc e também com quatro premiações internacionais.

Os uísques de puro malte, precisam ser envelhecidos por 12, 15 ou 18 anos. Já as cachaças para as caipirinhas devem ganhar idade em “barris de madeira nobre” por um, dois ou três anos.

da Redação

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