Bolsonaro e o consórcio anti-Brasil da Câmara dos Deputados

Esta uma notícia alvissareira.

Os chantagistas do Centrão da Câmara (PSDB, PP, MDB et caterva), mancomunados com as esquerdas jurássicas do PT e do PSOL, sob a liderança do manobrista maior, Rodrigo “Botafogo” Maia, haviam decidido enquadrar o governo.

(A esta associação de partidos, nociva ao País, denominarei aqui, por brevidade, consórcio Centrão/ “Botafogo”, um consórcio que reage à modernização do País e que tenta fazê-lo presa do atraso.)

A tática é velha e manjada: primeiro criam-se dificuldades quase intransponíveis, para depois impor ganhos: desta feita o consócio exigia novos ministérios (de porteira fechada, óbvio), além de algumas “flexibilizações”, etc.

Só que Bolsonaro é turrão e não aceitou a chantagem do consórcio Centrão/ “Botafogo”. Ao invés de curvar-se à chantagem, pediu ao povo que se manifeste nas ruas no próximo dia 26/05, relembrando junho de 2013, movimento grandioso que, ao final de alguns dias, decretou o fim do desgoverno da “mulher sapiens” e o final da era dos grandes esquemas de corrupção: falo da Era Petista, claro.

Como o consórcio Centrão/ “Botafogo” teme o povo como o diabo a cruz - e ante a possibilidade de repetição do junho/2013 - já encolheu sua arrogância e anunciou que votará nesta quarta-feira (22) a Medida Provisória 870 que reestrutura a Esplanada dos Ministério, isto é, a estrutura ministerial definida pelo governo Bolsonaro. Mas – e isto configura a primeira derrota do consórcio Centrão/”Botafogo”– aprovação sem o jabuti imoral dos ministérios das Cidades e da Integração Nacional que o consórcio ameaçava inserir como lembrança da Era Lula, querendo talvez demonstrar que aquele tempo da saudosa corrupção não estava de todo morto. Quando quer, ou é compelido pelos fatos, Rodrigo “Botafogo” Maia é ágil em colocar em pauta as votações que o País precisa.

Mas não vamos baixar a guarda não. Com o consórcio Centrão/”Botafogo”, voraz como é, sorrateiro como é, não se brinca. Não nos esqueçamos que foi este consórcio, sob a liderança de Rodrigo “Botafogo” Maia que, ao longo da trágica madrugada da queda do avião da Chapecoense - enquanto o povo consternado e distraído ocupava-se à cata de informações sobre a catástrofe - desmontou – na realidade matou - o projeto legislativo, de origem popular, das “Dez Medidas Contra a Corrupção”.

Este consórcio teme o avanço modernizador do País e o combate eficaz à corrupção. É antinacional, profundamente astuto e voraz. Para se defender da Justiça e ter lucro com o governo, nem diante do profundo sofrimento do povo se detém.

Portanto, brasileiros, dia 26/05, próximo domingo, vamos às ruas como em junho de 2013, para defender as medidas corretas do governo:

1. Aprovação imediata da reforma da Previdência;
2. Aprovação, sem mais procrastinações, do pacote anticrime de Moro;
3. Pala reforma Administrativa, fim de privilégios e redução drástica do Estado.

E, como em junho de 2013, iremos às ruas tantas vezes quanto forrem necessárias para vermos vitoriosas a reforma da Previdência e o pacote de Moro, entre outras medidas, sem as quais o Brasil não deslanchará e sua economia irá para o buraco.

O cheiro de recessão, por absoluta desconfiança do Mercado neste Congresso, é patente e o País não pode permanecer por mais tempo nesta lengalenga protelatória e criminosa do Centrão e adjacências.

Um choque de patriotismo com responsabilidade é necessário.

José J. de Espíndola

Engenheiro Mecânico pela UFRGS. Mestre em Ciências em Engenharia pela PUC-Rio. Doutor (Ph.D.) pelo Institute of Sound and Vibration Research (ISVR) da Universidade de Southampton, Inglaterra. Doutor Honoris Causa da UFPR. Membro Emérito do Comitê de Dinâmica da ABCM. Detentor do Prêmio Engenharia Mecânica Brasileira da ABCM. Detentor da Medalha de Reconhecimento da UFSC por Ação Pioneira na Construção da Pós-graduação. Detentor da Medalha João David Ferreira Lima, concedida pela Câmara Municipal de Florianópolis. Criador da área de Vibrações e Acústica do Programa de Pós-Graduação em engenharia Mecânica. Idealizador e criador do LVA, Laboratório de Vibrações e Acústica da UFSC. Professor Titular da UFSC, Departamento de Engenharia Mecânica, aposentado.

Comentários