'Votação que retirou COAF de Moro é uma afronta ao povo brasileiro', e deve ser anulada judicialmente, declara Modesto Carvalhosa (veja o vídeo)

Carvalhosa defende que a votação seja anulada judicialmente.

Na manhã desta quinta-fera (23), o jurista Modesto Carvalhosa, responsável por protocolar o pedido de impeachment de Gilmar Mendes, publicou em suas redes sociais sua aversão à votação da Câmara dos Deputados que retirou o COAF do Ministério da Justiça, sob comando de Sergio Moro.

Na publicação, Carvalhosa defendeu que esta votação seja anulada judicialmente, uma vez que fere o artigo 84 inciso VI da Constituição. O jurista ainda criticou os deputados por, ao votarem a favor da retirada do COAF de Moro, estariam acobertando corruptos que dominam a Câmara.

Veja a publicação na íntegra, seguida do vídeo:

"Ontem à noite, a Câmara, ao votar a MP 870, não aumentou o número de ministérios, mas, em compensação, como quem deve teme, retirou de Moro a importantíssima arma de combate aos corruptos, que é o COAF.

É de uma violência desmedida que precisa ser refutada a qualquer custo. Onde está a maioria dos novos deputados que foram eleitos com a missão de extirpar a corrupção do Brasil? Esta votação deve ser anulada judicialmente porque é da atribuição exclusiva do Presidente da República dispor sobre a organização e funcionamento da Administração Federal conforme o artigo 84 inciso VI da constituição. A retirada do COAF das mãos do Moro é uma afronta ao povo brasileiro, rompe com o que foi clamado nas urnas. Somente comprova que a Câmara está dominada pelos corruptos que ainda assombram o nosso país. Esta votação é simplesmente inaceitável.

Agora, olhando para a luta do dia de hoje, queremos crer que os senhores deputados, ao retomar a votação da mesma medida, não sejam tão corrutpos e, diferentemente de ontem, possam ser tomados de algum patriotismo e decidam que a Receita Federal continue autorizada a comunicar às autoridades competentes a ocorrência de crimes conexos aos tributários.

Estaremos, pois, atentos ao que o plenário da Câmara fizer.

Afinal, será pedir demais que os mandatos populares sejam exercidos em benefício da luta contra a corrupção e não para acobertar os corruptos que dominam a Câmara dos deputados?"

da Redação

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