Greve dos caminhoneiros pode entrar para a história como um marco dos movimentos populares brasileiros

Independente do que está defendendo, a greve dos caminhoneiros iniciada nesta segunda-feira (9) em vários estados brasileiros, pode entrar para a história como um grande movimento de cunho eminente popular, democrático e nascido na base, sem a interferência de associações, sindicatos ou quaisquer outra entidade.

Toda a organização foi feita por meio de uma rede de contatos de Facebook e WhatsApp e assim recebeu apoio de diversos outros movimentos populares, como o Vem Pra Rua, o Revoltados Online e o MBL (Movimento Brasil Livre), que também ajudaram na mobilização.

Desta forma, grupos de caminhoneiros autônomos, já no domingo (8) começaram a se organizar nas mais diversas rodovias do Brasil.

Nesta segunda-feira (9), logo pela manhã, em pelo menos quatro estados - Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul -

a movimentação era intensa, com enormes concentrações de caminhões. Ao longo do dia, o movimento foi crescendo e à noite, em pelo menos catorze estados, os protestos já aconteciam. Bahia, Ceará, Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Tocantins. Em São Paulo, motoristas bloquearam a marginal Tietê durante quase três horas.

O movimento, que pede a renúncia da presidente Dilma Rousseff não tem previsão para acabar.

Espera-se para os próximos dias, em razão do êxito inicial, a adesão natural de caminhoneiros em todos os estados do Brasil.

Assim, dentro em breve, o esvaziamento das prateleiras dos supermercados poderão ser o reflexo mais evidente da greve.

As consequências são imprevisíveis, principalmente se o movimento, iniciado nas rodovias, adentrar pelas ruas das cidades brasileiras.

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da Redação

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