Papa ou militante?

Por partes:

Desde fevereiro de 2016, quando acusado por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, os advogados do vigarista Lula da Silva entraram com 78 recursos para livrar a cara do criminoso.

Durante esse período, foram 20 advogados pagos a peso de ouro promovendo chicanas para tentar postergar os processos contra ele.

Em 20 de setembro de 2016, o vigarista virou réu.

Em 12 de julho de 2017, foi condenado pelo então juiz Sérgio Moro a nove anos e seis meses no caso do triplex.

Em 24 de janeiro de 2018, foi condenado pelo TRF da Quarta Região no mesmo caso, e teve sua pena aumentada para doze anos e um mês.

Em novembro de 2018, o criminoso e seus advogados tentaram um recurso no STJ para libertá-lo. Foi negado.

A defesa recorreu à Quinta Turma, que em 23 de abril analisou o recurso. Foi negado novamente.

Por unanimidade.

Em 6 de março de 2018, novamente por unanimidade, o STJ negou novamente um pedido de habeas corpus a Lula da Silva.

Em 4 de abril de 2018, mais um pedido de habeas corpus foi negado pelo Supremo.

Finalmente, para resumir, na manhã de 7 de abril o STF negou mais um pedido de habeas corpus e o criminoso foi enjaulado.

Não parou aí. A partir de sua prisão, o STF, STJ e juízes negaram sistematicamente pedidos dos advogados de defesa visando a libertação do homenzinho preso em Curitiba.

Essas informações, simples de serem obtidas e de conhecimento público, parecem não ter chegado ao papa Francisco, que age mais como militante de esquerda pelo mundo do que como chefe máximo dos católicos.

Francisco não esconde sua simpatia por ditadores homicidas como Nicolás Maduro.

E muito menos - como deixou claro em sua carta recente a Lula - sua admiração por corruptos e bandidos, ao declarar que a avaliação do embusteiro sobre o atual contexto sócio político 'me será de grande utilidade’.

Manifesta, ainda, sua ‘proximidade espiritual’ com Lula.

E continua, aconselhando o criminoso de Garanhus a ter a fé de ‘quem acredita que, no final, o bem vencerá o mal, a verdade vencerá a mentira e a Salvação vencerá a condenação’.

Condenação?

Lula Livre?

Será que os milhões de católicos do mundo endossam essas declarações e atos de um sumo pontífice que age mais como um reles militante de uma ideologia fracassada?

E que – lembremos - se aproxima de um criminoso encarcerado que é réu em mais sete processos?

Conhecer história - e especialmente a história de quem adula - deveria ser a obrigação de um homem que, pela sua posição, deveria estar acima dessas questões mundanas.

Afinal, para todos os católicos decepcionados do mundo, o papa é representante de Deus, e não de bandidos encarcerados.

Ou não?

Marco Angeli Full

Artista plástico, publicitário e diretor de criação.

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