Edson Giroto recebe nova visita da polícia, desta vez com mandado de prisão

O ex-deputado federal é extremamente habilidoso na arte de armar esquemas.
Idos dos anos 90, o engenheiro Edson Giroto era um pequeno empreiteiro, dono de uma empresa de nome "Solus", que empreitava pequenas obras públicas. Um homem trabalhador, que tinha no seu círculo de amizade o então deputado federal André Puccinelli.
A amizade entre os dois cresceu e André passou a utilizar o seu prestígio político para conseguir obras para o amigo engenheiro. Formou-se uma sociedade de fato.
Com a eleição de Puccinelli para o cargo de prefeito de Campo Grande, em 1996, Giroto virou secretário de obras e assim, os negócios entre os dois amigos foram grandemente ampliados. Ambos se enriqueceram. Durante 16 anos de André Pucinelli a frente de administrações públicas - além de mais oito anos de Nelsinho Trad, também como prefeito de Campo Grande - Edson nadou de braçada, aprontou e desaprontou, faturou, fez negócios e negociatas, mandou e desmandou, ganhou muito dinheiro, se chafurdou na grana.
Numa quinta-feira (dia 09 de julho de 2015) a PF bateu na sua porta, ao melhor, arrombou a sua porta.
Ouvido pela imprensa de Campo Grande, o ex-secretário de obras, um tremendo e irritante cara de pau, teve a petulância de dizer o seguinte: “É pura exposição e sacanagem. Não tem mandado de prisão, nem nada. Só para ver se tinha documentos para esclarecer as investigações sobre a Proteco e sonegação fiscal do João Amorim. Não deixaram nem o menino que estava lá abrir a porta, entraram arrombando a porta. Não acharam nada, isso é circo puro”. 
E prosseguiu: "Vou ver com meu advogado como processar a Receita Federal e a Polícia por abuso de poder".
Hoje, terça-feira, dia 10 de novembro, a polícia bateu novamente na porta de Giroto. Desta vez, com mandado de prisão. Giroto está preso.Além do ex-deputado foram presos também Átila Garcia Gomes, Tiago de Souza, Elza Cristina Araújo dos Santos, João Amorim, Maria Wilma Casanova Rosa, Maxwell Thomé Gomez, Rômulo Tadeu Menossi, Wilson Cabral Tavares e Wilson Roberto Mariano de Oliveira.
De qualquer forma, ainda falta prender muita gente...
Principalmente o chefão da quadrilha.
Vamos aguardar.
José Tolentino
Jornalista - Editor do Jornal da Cidade Online

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da Redação

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