Governo escolhe o caminho do confronto, aumenta multa e começa a aplicá-las contra caminhoneiros

Totalmente enfraquecido, o governo entende que tem que mostrar força. Assim decidiu partir para a ofensiva contra os caminhoneiros. Ao que parece, a estratégia está dando certo.
Uma Medida Provisória vai elevar as multas previstas para quem obstruir estradas federais. O governo vai instituir um novo artigo no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para elevar de 1.915 reais para 19.154 reais a sanção aos organizadores dos bloqueios e para 5.746 reais a quem efetivamente for flagrado interrompendo o trânsito com automóveis, caminhões ou motos.
Os novos valores começam a valer nesta quarta (11) e dobram em caso de reincidência. 
Além da multa, o veículo será apreendido, a CNH será pontuada e o motorista terá suspenso o direito de dirigir por um ano.
Outras sanções estão sendo estudadas, mas já é certo que os infratores ficarão até dez anos com crédito bloqueado para financiar compra de veículos automotores.
Os grevistas bloquearam rodovias em catorze Estados nesta terça e não deram prazo para o fim da manifestação. Às 19h, o balanço da Polícia Rodoviária Federal (PRF) indicava catorze pontos de manifestação pelo país, ante 49 no mesmo horário de segunda-feira. 
"Não se trata de uma ação para calar opositores, mas de uma ação em defesa do interesse público", disse o ministro José Eduardo Cardozo.
Cardozo disse também que a PRF estava autorizada a usar a força para desobstruir as estradas federais bloqueadas e determinou que fosse aplicada multa. Ele também autorizou a Tropa de Choque da Força Nacional de Segurança a agir em auxílio à PRF.
O Comando Nacional do Transporte, organizador da paralisação, afirmou que tinha por objetivo forçar a renúncia da presidente da República, Dilma Rousseff. No entanto, no segundo dia da greve sem adesão popular, os caminhoneiros decidiram reivindicar a criação do frete mínimo, a redução do preço do óleo diesel e a liberação de crédito com juros subsidiado.


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da Redação

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