Mudanças na “MafiaTran”: O projeto para aliviar os motoristas

Corrupção, desvio de finalidade, roubalheira propinoduto são as marcas registradas de uma das mais tradicionais e conhecidas instituições brasileiras: as que regulamentam o trânsito.

Praticamente todos os brasileiros motorizados - e os que dependem deles - já foram vítimas dessa organização: a ‘MafiaTran’.

Enfrentar essa organização poderosa e aparentemente impune é coisa para gente grande.

E uma temeridade.

Não à toa, todos os governos anteriores evitaram o assunto, por conveniência ou por participarem da roubalheira mesmo.

Bolsonaro enviou para a Câmara dos Deputados a proposta que muda basicamente o seguinte:

Aumento de 21 para 40 pontos na CNH para aplicação da suspensão.
Aumento para dez anos para renovação de CNH.
Exame para renovação poderá ser feito em toda a rede do SUS, ao invés de somente nas instituições do Contran.
A questão da exigência de luz diurna para todos os veículos.
A questão da exigência de cadeirinhas para crianças nos veículos.
Fim de exame toxicológico para motoristas profissionais.
Liberação de bicicletas elétricas.

Para os inventores de dificuldades - e vendedores da facilidade por baixo do tapete - como a exigência de maleta de primeiros socorros ou a famigerada inspeção veicular (que vimos num passado recente) a atuação de Bolsonaro é péssima.

Ou para os beneficiários da vergonhosa indústria de multas que vemos atuar alegremente em todo o país, roubando impunemente.

Ou para os que vivem da industria do quebra galho, o famoso 'jeitinho brasileiro’ funcionando a todo vapor.

Se há o empenho em combater a corrupção, os departamentos de trânsito do país não poderiam absolutamente ser deixados de lado.

A proposta de Bolsonaro é um passo na direção a moralizar uma instituição que tradicionalmente sangra e rouba os brasileiros.

E mais do que necessária.

Resta ver se os deputados pensam o mesmo.

Marco Angeli Full

Artista plástico, publicitário e diretor de criação.

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