Globo perde mais uma, desta vez por ter divulgado versão de advogada negra, sem ouvir juíza

Mais uma derrota da Rede Globo.

Desta feita, por enquanto, não há condenação pecuniária, mas o efeito moral será avassalador.

Durante uma audiência no 3º Juizado Especial Cível de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, a advogada negra Valéria Lúcia dos Santos teve uma discussão com a juíza leiga Ethel Tavares de Vasconcelos.

Durante a discussão, a juíza solicitou que Valéria deixasse a sala de audiências, mas esta afirmou que só sairia na presença de um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Na confusão, Ethel chamou a Polícia Militar.

O desfecho do caso acabou com a advogada sendo algemada.

Fátima Bernardes usou o episódio em seu programa, mostrando somente a versão da advogada e expondo a juíza a uma situação constrangedora, como se fosse ela uma grande vilã, dando ao caso a conotação de racismo.

Por determinação da Justiça, a Globo está obrigada a conceder a juíza o direito de resposta proporcional ao mesmo espaço e tempo que fora concedido à advogada Valéria Lúcia dos Santos no dia 14 de setembro de 2018.

É mais um vexame, para uma emissora parcial que na realidade usou o episódio na época para tentar atingir o então candidato a presidente da República Jair Bolsonaro.

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