Caso do pequeno Rhuan: Motivações religiosas ou motivações ideológicas? (Veja o Vídeo)

Reportagem do G1, de forma canalha, destaca que Rhuan pode ser sido morto por motivações religiosas.

Segundo o delegado, “as duas” (tratadas como “suspeitas” pela reportagem) mudaram de comportamento desde que se juntaram e passaram frequentar uma religião.

“A partir do momento que começaram a agir como se tudo que elas vissem tivesse algum tipo de demônio, isso pode ter sido sim uma causa para a morte da criança”, afirmou.

Elas se diziam evangélicas.

É uma hipótese bem cretina. Primeiro porque quem vê demônio no próprio filho e o mata é psicopata. Se isso tem a ver com religião, com algo espiritual, terá sido uma possessão, ou seja, algo anti-religioso. Segundo porque nenhum dogma cristão, se exacerbado, levaria uma mãe a esquartejar o próprio filho. Pelo contrário, Um evangélico fervoroso procuraria exorcizar o filho, orar e benzer a casa.

Se fossem evangélicas fervorosas, pra começar, não seriam um casal.

O mesmo portal já havia destacado, outro dia, que a criança poderia ter sido morta por questões financeiras: falta de dinheiro. Ou porque a mãe queria cortar vínculo com o ex-parceiro, pois havia apanhado dele e estaria traumatizada.

É o tempo todo a mídia tentando justificar o crime. Em nenhum momento os jornais destacam que a dupla aplicava golpes até na igreja, onde pediam doação de alimentos e vendiam. Também não destacam que a mãe é procurada pela polícia por roubo e por ter sequestrado o filho há 5 anos.

Por que não levantam a hipótese de fervor ideológico? Afinal, há um ano a dupla submeteu o garoto a uma cirurgia caseira de mudança de sexo. Por que não suspeitar um fervor feminista radical, já que feministas muito radicais odeiam homens?

A preferência política da dupla também não recebe atenção. Pelo jeito, só receberia se fossem eleitoras do Jair. Se bem que, neste caso, isso é informação para miolo, não para título. Mas a mídia “isenta” nem cita. Omite.

No fim das contas, a repercussão de um dos crimes mais bárbaros dos últimos tempos é uma pequena fração do caso do cachorro morto no estacionamento de um supermercado. Isso decorre, em grande parte, da cobertura da mídia, que parece evitar mostrar que famílias não convencionais também estão sujeitas a problemas, e que feminismo radical e ideologia de gênero são hipóteses plausíveis entre as motivações.Veja o vídeo:

Herbert Passos Neto

Jornalista. Analista e ativista político.

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