Inimigos da República protegem corruptos

A base aliada do governo conseguiu derrubar na CPI do Carf requerimentos que  pediam a convocação de Luís Cláudio Lula da Silva e dos ex-ministros Gilberto Carvalho (Secretaria Geral) e Erenice Guerra (Casa Civil). Os três foram citados na quarta fase da Operação Zelotes, que apurou suposta "compra" de Medidas Provisórias que beneficiaram empresas do setor automobilístico.
Infelizmente, o país é confiscado por uma gangue política que tentou se apoderar do país. Aqui, pai político ou ex-politico, descendentes e agregados familiares exercitam a esperteza criminosa de agir e ainda são defendidos por políticos solertes, que deveriam honrar o mandato em defesa da República e dos valores éticos e morais. Enquanto se rouba o Erário e se pavimentam os caminhos para as falcatruas, o Brasil não tem recursos para investir em Educação, Saúde e Segurança Pública. 
A corrupção política no país é tão grave que o ministro decano do STF, Celso de Mello, por ocasião do processo do mensalão, assim se manifestou: "Esses atos de corrupção significam tentativa imoral e penalmente ilícita de manipular criminosamente, à margem do sistema constitucional, o processo democrático, comprometendo-lhe a integridade, conspurcando-lhe a pureza, e suprimindo-lhe os índices essenciais de legitimidade, que representa matributos necessários para justificar a prática honesta e o exercício regular do poder aos olhos dos cidadãos desta nação". "Esse quadro de anomalia revela as gravíssimas consequenciais que derivam dessa aliança profana entre corruptos e corruptores. Desse gesto infiel e indigno de agentes corruptores, tanto públicos quanto privados, e de parlamentares corruptos, em comportamentos criminosos, devidamente comprovados, que só fazem desqualificar e desautorizar, perante as leis criminais do país, a atuação desses marginais do poder", enfatizou. 
Certamente, em outro país mais sério, políticos e familiares, que enriqueceram através de expedientes escusos, já teriam sido condenados. No Brasil, a grã-finagem de colarinho branco e familiar gozam de "quase imunidade" por parte de elementos indecorosos que se prestam para fazer as suas defesas. Esses parlamentares deveriam se envergonhar perante a sua família e a sociedade ao dificultar de todas as formas a apuração dos fatos na esfera política. 
No Brasil atual, de corrupção política crônica - que começa desde o aliciamento do funcionário de gabinete parlamentar  para contribuir com parte de seu salário com a campanha de reeleição política de seu "patrão parlamentar", ou com a contribuição (obrigatória) do "dizimo partidário" – o Judiciário não é suficiente para combater a safadeza política, precisamos urgentemente de uma força superior (militar), de forma temporária, para fazer uma limpeza em nossa política, bem como arrestar o patrimônio desses espertalhões havido na ilicitude.
Júlio César Cardoso


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Júlio César Cardoso

Bacharel em Direito e servidor (federal) aposentado. 

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