De bilionários americanos à espionagem russa: o que está por trás das ações para soltar Lula

Quem paga a conta das ações contra a Lava Jato?

Uma rápida pesquisa no Google mostra quem paga a conta da divulgação das mensagens atribuídas a Moro e Dallagnol: a First Look Media, empresa dona do IntercePT, criada pelo fundador do e-Bay, o bilionário Pierre Omidyar.

O editor do IntercePT, Glenn Greenwald ficou famoso por entrevistar o "vazador" mais conhecido do mundo: Edward Snowden. Vive desde 2005 em união estável com o jornalista e ativista LGBT David Miranda, que coordenou a campanha para dar asilo a Snowden no Brasil.

Miranda foi preso em 2013 na Inglaterra, acusado de espionagem, portando mais de 50 mil documentos. Atualmente é deputado federal pelo PSOL do Rio de Janeiro. Assumiu a cadeira após a renúncia do ex-BBB Jean Wyllys, de quem era suplente.

Se por um lado temos um bilionário pagando o salário de Greenwald, por outro, Greenwald e Miranda ligados a casos de espionagem e divulgação de informações obtidas de forma criminosa, como o caso Snowden, que hoje encontra-se exilado na Rússia.

Falando em Rússia, vale lembrar que o Telegram, de onde as mensagens foram extraídas, tem origem russa. Foi criado pelos fundadores da VK, a maior rede social de lá.

Considerando que a Rússia faz rígido controle da internet e das redes sociais, uma empresa que cria e opera a maior rede social russa deve ter, no mínimo, uma excelente relação com o governo russo, famoso pela alta qualidade da sua espionagem.

Se ativistas de esquerda dizem que Moro é agente da CIA, por que não desconfiar que esse ataque à Lava Jato talvez possa ter relação com o sistema de espionagem russa?

Em 2014, mesmo ano em que foi fundada a First Look Media e o Intercept, o Telegram lançou um concurso que pagaria R$ 1,1 milhão para o hacker que quebrasse criptografia do aplicativo. Segundo a empresa, ninguém conseguiu. Mas será que ninguém conseguiu ou isso foi só uma ação para recrutar hackers para o serviço de espionagem? Fica a pergunta.

Não é novidade que bilionários patrocinam o ativismo de esquerda pelo mundo, visando influenciar governos e mercados, a exemplo de George Soros, com a Open Society Foundations, entre outros. No Brasil, quem se destacou nos últimos anos foi Jorge Paulo Lemann, com a Fundação Lemann, que elegeu 5 deputados em 2018.

Agora temos mais um nome nesse hall da má fama para prestar atenção: Pierre Omidyar, patrão de Greenwald e de muitos outros jornalistas.

Veja o vídeo:

Herbert Passos Neto

Jornalista. Analista e ativista político.

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