O jantar, o coletivo de advogados, o infame presidente da OAB e o medíocre pedido de “prisão” de Sérgio Moro

O site CONJUR promoveu um jantar entre advogados e o presidente do Supremo Tribunal Federal. Um clima de tietes. Todos tiraram fotos com Dias Tofolli e se engana quem acha que o motivo do encontro foi a tentativa de censura promovida pelo STF às redes sociais, ou as ligações obscuras de alguns juízes com "clientes" da Lava Jato, ou ainda, a possibilidade de soltarem centenas de presos só para liberar Lula e outros importantes de colarinho Branco. Nada disso!

Os assuntos debatidos eram muito mais importantes, como a absurda humilhação aos poderosos que é a condução coercitiva e até (vejam bem que horror), algemar presos ricos!

Realmente pedia uma reunião urgente, com pratos de R$ 250,00, mais "os bons drinks". Os direitos humanos da elite corrupta precisavam agir para montar uma blindagem aos clientes mais ilustres que mantém os escritórios recebendo milhões para defender os denunciados na Lava Jato.

Já viu pobre ser denunciado na Lava Jato?

"Este é o mais vigoroso e contundente ato contra as anomalias jurídicas da Lava Jato realizado até agora. Todo mundo que importa na advocacia está aqui" disse um figurão do direito ao jornalista da revista Época.

Deu pra entender o recado, certo?

"Todo mundo que importa" não inclui os procuradores da Lava Jato, esses serão ainda mais isolados para que percam a força que adquiriram durante a desgastante operação que já dura anos.

Incomodados com a possibilidade de Sérgio Moro ocupar um cargo no STF ou Deltan Dalagnol ocupar o lugar de Raquel Dodge, os advogados se unem para encontrar caminhos e calibrar o alvo contra o inimigo.

E é lógico que eles encontraram o inimigo: nós!

"As redes sociais, como todo o respeito, não espelham a vontade total do povo brasileiro. Elas são hoje manipuladas por parte desta vontade miliciana de calar o debate e não há democracia sem debate. Todo regime autoritário persegue primeiro os jornalistas, os advogados e os artistas", afirmou o presidente nacional da OAB, Felipe Santa Cruz, ao ser questionado por ÉPOCA sobre o temor do revide.

O jantar aconteceu numa noite de sexta (3 de maio), coincidentemente um grupo auto intitulado "Coletivo de advogadas e advogados pela democracia" (O nome já diz muito sobre o movimento), pediu no final da noite deste sábado (15) a prisão de Sérgio Moro, Deltan Dalagnol e outros procuradores que conseguiram prender políticos poderosos.

Como é triste viver num país onde não há a quem recorrer...

E saber que há pobres de esquerda defendendo essa união entre judiciário e elite corrupta, só porque tem "rancinho" de Sérgio Moro.

Isso é o que eles chamam de ter "consciência de classe" e "escolher o lado certo da história".

Ah, tá!

Raquel Brugnera

Pós Graduando em Comunicação Eleitoral, Estratégia e Marketing Político - Universidade Estácio de Sá - RJ.

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