A esquerda como ela é ou o progresso dos espíritos de porco

As últimas semanas revelaram tudo que faltava para mapear o comportamento recente da esquerda brasileira.

Ser de esquerda não é mais pertencer a um partido político, é quase um estado de espírito permanente, uma inteligência artificial programada, uma nova espécie de vodu conceitual misturado com novela das oito e arrogância acadêmica.

Vejamos...

1) A esquerda conseguiu derrubar o decreto das armas. Segundo eles, isso foi apenas para nos salvar de nós mesmos. Afinal, uma vez que qualquer cidadão comum pegue uma arma legalizada e registrada, ele automaticamente matará toda sua família, vai atirar nos vizinhos, nos amigos da sinuca e, com sorte, ao fim da matança desenfreada, dará um tiro na própria cabeça. Para um esquerdista convicto, um fuzil na mão de um vagabundo não traz problema algum, pois trata-se da ferramenta de sobrevivência de uma vítima social. O problema é o 38 legalizado na cintura de um pagador de impostos.

2) A esquerda e seus amigos do centrão, auxiliados pelo imperador Nhonho I, querem destruir a Laja Jato, libertar Nine Fingers e tirar Moro do Ministério da Justiça. Por quê? Para acabar com a malvadeza da elite privilegiada, claro!!! Para proteger os pobres do genocídio capitalista yankee! A esquerda sabe que o Brasil nunca existiu e nunca existirá sem o comando divino da alma mais pura e honesta desse país. Portanto, eles usarão todo o dinheiro que roubaram, todos os sistemas que aparelharam e sua influência na velha política para tentar retomar o poder. Vale tudo na tentativa de salvar a “democracia” dos companheiros, até mesmo recrutar hackers internacionais, MAVs de aluguel, imprensa e uma gama de criminosos amigos.

3) Para um esquerdão convicto o importante é ser do contra, sempre, mesmo que seja contra medidas favoráveis à população. Por exemplo, os caras viajam para Europa e Estados Unidos para comprar produtos eletrônicos mais baratos. Vivem reclamando dos preços de celulares, tablets e games no Brasil. Eis que pela primeira vez surge um presidente disposto a cortar as taxas desses produtos, para que mais gente tenha acesso a eles. O que o esquerdista revolucionário faz? Reclama nas redes sociais, grita que o governo fascista quer acabar com a indústria nacional. Resumindo: O esquerdista quer que os preços dos celulares e demais itens tecnológicos continuem como estão: caríssimos, longe da população mais humilde. E dane-se você, ‘bolsominion’.

4) Doze anos após a Lei do Saneamento Básico entrar em vigor no Brasil, apenas 45% do esgoto gerado no país passa por tratamento. Ou seja, os outros 55% são despejados na natureza, de acordo com estudo do Instituto Trata Brasil divulgado em 2018. Talvez isso não seja um problema para a extrema esquerda, que votou contra a MP do Saneamento Básico, que permitia à iniciativa privada atuar no setor e melhorar a situação de quem vive na merda, literalmente. Dá para acreditar?

O que a esquerda quer, então?

Simples... Desarmamento da população, regulamentação da imprensa e das mídias sociais, fim da prisão em segunda instância, demissão de Sérgio Moro, golpe parlamentar, liberação do aborto, taxas sindicais obrigatórias, descriminalização de todas as drogas (incluindo o crack), desencarceramento em massa das “vítimas” da sociedade, ideologia de gênero nas escolas, criação de mais empresas estatais, intervenção do Estado em todas as áreas da sociedade, pagamento de dívida histórica, cotas, Lula livre, fim do conceito biológico humano.

E o que a esquerda não quer?

Reforma da Previdência, Reforma Tributária, acordos comerciais e tecnológicos com Estados Unidos e Israel, crucifixo, bíblia, endurecimento das leis, posse de armas, baixar tarifas e impostos, cristãos ocupando cargos no governo, privatizações, livre mercado, liberdade intelectual, família... não quer NADA que venha da direita, seja ela conservadora, liberal ou da ala mais positivista. A esquerda é como o personagem Dick Vigarista em sua corrida maluca. Ela segue sua agenda e quer apenas o poder, não importa o resto. E, nesse caso, nós somos o resto.

Ser de esquerda é odiar sem pestanejar tudo que não seja alinhado à esquerda, é sentir-se superior à lógica humana, é usar qualquer meio possível para derrotar seus adversários, ainda que o adversário maior seja o povo, a ordem, e o senso comum.

Será necessário usar a inteligência como nunca antes para destruir de vez a hidra vermelha. O povo está fazendo sua parte, mas apenas manifestações populares não bastam. Inteligência, senhores... Ou o Brasil será sequestrado outra vez.

Um abraço ao grande General Heleno.

Allan Pitz

Escritor e roteirista. Saiba mais sobre o trabalho do autor no site: http://www.allanpitz.com/

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