Clodovil Hernandes, tudo o que Jean Wyllys queria ser e jamais será

Dignidade e homossexualismo.

Clodovil era homossexual.

Jean Willys é homossexual.

A semelhança entre os dois acaba aí.

Clodovil foi uma personalidade influente, o estilista mais popular de sua geração.

Apresentou programas em emissoras como a rede Bandeirantes, Globo, rede TV e rede Manchete.

Tornou-se o primeiro deputado federal assumidamente gay e o quarto mais votado do país em 2006.

Ácido e de personalidade forte, Clodovil foi um homem complexo, elegante e jamais desonesto ou defensor de corruptos para obter favorecimento.

Carregou uma imagem positiva até o final de sua vida.

Era respeitado até pelos inimigos.

Jean Willys, no contraponto, é uma figura lamentável.

Sua origem e notoriedade vem da participação numa das piores pragas da tv aberta brasileira: o BBB.

Com uma carreira política medíocre e marcada por cenas inacreditáveis como a performance de cuspidas contra seus inimigos, Willys é uma figura triste e eternamente deprimida.

Ao usar a bandeira LGBT - e os homossexuais - como ferramenta para tentar ascender politicamente, oportunista e leviano, mostrou que nada mais tinha a oferecer ao país além de mentiras.

Hoje, depois de abandonar misteriosamente o mandato, vivendo no exterior, amarga a acusação de ter se vendido para criar uma conspiração de calúnias contra Sergio Moro e o governo Bolsonaro.

Reage com a agressividade e educação de barraco que sempre o marcou, se auto denominando ‘bicha honrada’ e acusando seus inimigos de ‘estarem dentro do armário’.

No abismo que separa o homem que foi Clodovil e o amargo Jean estão a educação, o respeito e a integridade.

Qualidades que Jean nunca teve.

E jamais terá.

Porque não se referem e nem dependem de opção sexual, seja qual for.

Se referem à dignidade.

Marco Angeli Full

Artista plástico, publicitário e diretor de criação.

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