A esquerda involuntariamente pavimenta o caminho de Sérgio Moro

Na tentativa de desconstruir o ex-juiz Sérgio Moro, sem querer, a esquerda acabou construindo um verdadeiro "monstro" da política.

Extremamente eficiente e persuasivo, Moro foi sabatinado e respondeu aos ataques da oposição com a frieza de um serial killer de canhotos.

O apagão revanchista dos petistas os fez esquecer de um detalhe que para qualquer estrategista não pode passar despercebido: No pacote Anticrime criado pelo próprio Moro, ele deixou um gatilho que o impede de assumir como ministro do STF.

A 29ª medida do Projeto de Lei foi matéria do jornal O Globo, mas pelo visto, pouca gente leu e, se leu, não entendeu.

"Proibida a indicação ao STF de quem tenha, nos quatro anos anteriores ocupado mandato eletivo federal ou cargo de procurador-geral da República, advogado-geral da União ou ministro de Estado".

Ou seja, ele só poderia ser ministro do STF, 4 anos depois de deixar seu cargo no governo!

Resultado, se não aprovarem o pacote anti crime, Sérgio Moro vira ministro do STF em 2020 e a única forma de impedi-lo é aprovando o projeto de lei, mas se aprovarem, os números da violência despencam e surge a chapa dos sonhos da direita brasileira "Bolsonaro/Moro (ou vice-versa)" e eles vencem sem fazer campanha, basta apresentar o histórico do governo.

A esquerda não aprendeu nada com o efeito reverso das últimas eleições...

Mas convenhamos, dá até pra dar um desconto nessa mancada da oposição, afinal, competir com um juiz e um militar, ambos estrategistas, nem dá!

Raquel Brugnera

Pós Graduando em Comunicação Eleitoral, Estratégia e Marketing Político - Universidade Estácio de Sá - RJ.

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