Diretora de cinema de esquerda aposta na amnésia dos brasileiros para "vender" santificação do PT

Uma coisa a esquerda faz como ninguém: revisar a história para que seus erros sejam esquecidos, relevados ou até mesmo transformados em virtudes.

Sabendo disso, fica mais fácil entender a real intenção do documentário "Democracia em Vertigem", da diretora de esquerda Petra Costa. O filme narra, em vários idiomas e voz fanha, uma visão muito seletiva dos acontecimentos políticos em torno da era PT. Até tenta maquiar suas intenções com um verniz de isenção, mas a tara da diretora por vingar o impeachment fala mais alto.

Essa produção é provavelmente a primeira de várias que tentarão reescrever a história para beneficiar a esquerda, a ponto de que no futuro, a pessoa que lembrar que o PT foi um partido corrupto, seja tratada como um fascista intolerante que precisa "estudar história".

Petra Costa utiliza de uma seletividade comovente para justificar sua sensação vertiginosa em relação à democracia. Isso, aliado a uma leniência fraternal com os personagens petistas, acaba transparecendo a real intenção do documentário: ser uma peça de propaganda Petista divulgada numa plataforma mundial para limpar a barra do PT perante a opinião internacional. Ramo em que a Netflix tem se especializado.

Durante todo o documentário, os políticos do PT são tratados como meros agentes passivos da situação, como se os pobrezinhos não tivessem opção a não ser se envolver na irresistível corrupção que controla o país. Além de que vários episódios, provas e escândalos de corrupção do partido dos trabalhadores são carinhosamente omitidos.

A confirmação de que se trata de uma peça de propaganda e não de um relato histórico, vem quando analisamos o filme como um todo. O tempo todo a diretora tenta nos fazer crer que o que ameaça de democracia é a forma como o PT foi tirado do poder e a forma como a direita, na figura de Jair Bolsonaro, tomou seu lugar.

Para a diretora, a compra do Legislativo pelo PT no caso do mensalão, um STF com 9 dos 11 ministros indicados pelo PT, proximidade com ditaduras que violam os direitos humanos, centenas de bilhões de reais roubados pela corrupção e uma candidata que mente sobre as contas públicas para ser reeleita afundando o país na sua pior crise da história recente, NÃO são motivos para sentirmos a democracia ameaçada. A queda do PT, causada pela própria ganância e desonestidade, essa sim é uma mostra de que nossa democracia é frágil.

Petra Costa ainda força aquela narrativa manjada pra agradar militante de que o crescimento de Jair Bolsonaro é uma grande ameaça aos valores democráticos no país. Faz um afago ao pessoal do mundo do faz de conta, onde a opressão que eles disseram que viria, nunca veio. E agora resta a estes pobres lunáticos fingir que estão sendo oprimidos para poderem se considerar a resistência contra uma ditadura imaginária.

Mas se engana se acha que há ingenuidade nas ações deles, não irão parar até que os brasileiros se sintam envergonhados de um dia terem duvidado da santidade de Lula e seus asseclas. Talvez Petra devesse ter esperado um pouco mais, nossa memória não é tão ruim assim.

Frederico Rodrigues

Analista Político e Membro da Direita Goiás.

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