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As reformas, as armadilhas e as estratégias do jogo político de Guedes, Moro e Jair Bolsonaro

PAULO GUEDES criou algumas armadilhas no projeto de reforma da previdência, deixou várias propostas exageradas, praticamente inviáveis, números exorbitantes e a oposição terá muita coisa para retirar; Guedes deixou uma gordura para queimar, justamente porque sabia que não seria aprovada na íntegra.

A reforma da previdência têm 277 propostas de emenda e os exageros serão cortados, anotem ai, o que não passará:

- Alterações no Benefício de Prestação Continuada (BPC) que é pago a idosos de baixa renda e a pessoas com deficiência - corresponderia uma economia de R$ 34.8 Bilhões em 10 anos.

- Alterações na aposentadoria rural - que corresponderia a R$ 92.4 Bilhões em 10 anos.

- Alterações do Abono salarial, que na proposta inicial seria pago para quem recebesse um salário-mínimo, possivelmente será alterado para 1.4 salários - economia correspondente a R$ 169.4 Bilhões em 10 anos.

- Alterações no processo de transição; será discutido uma espécie de pedágio entre 50 a 100% do tempo que falta para se aposentar. -

- Alteração da idade mínima dos Professores dos Estados.

- E o polêmico Sistema de Capitalização (neste ponto ainda tenho minhas dúvidas, por exemplo, poderiam propor que os políticos fossem obrigados a pagar previdência privada para garantirem suas aposentadorias, não é? Desonerando os cofres públicos em bilhões!)

Retirando todas essas propostas do texto a economia que era prevista no valor máximo de 1.3 TRILHÕES cai para 900 BILHÕES.

Era exatamente o que Guedes queria...

Rodrigo Maia já falou que o centrão e a base do governo já começaram a contabilizar os votos favoráveis e só quem ficará contra é a esquerda, mas não têm força política para mudar os rumos da reforma. Aí virá o pacote anticrime e na sequência, a reforma política.

Para o pacote anticrime SÉRGIO MORO criou uma armadilha para “incentivar” a aprovação: Se passar, o ex-juiz não poderá assumir o STF, se não passar ele assume a cadeira em 2020. Só que isso fortalece Moro para ser o "novo mito" em 2022 e Bolsonaro já preparou esse terreno!

BOLSONARO deixou um gatilho na Proposta da Reforma Política para promover outro nome da direita nas próximas eleições; se passar ele não poderá concorrer à reeleição, se não passar ele concorre em 2022. Como os políticos temem a popularidade de Bolsonaro, irão aprovar a reforma política para evitar a sua reeleição. Então Jair fica 4 anos de férias e poderá voltar em 2026, com 71 anos de idade, (um menino ainda) para concorrer à presidência, até lá ele alterna o poder com Sérgio Moro, representando os conservadores e Paulo Guedes representando os liberais econômicos.

O pesadelo da Oposição está mais real do que nunca...

Raquel Brugnera

Pós Graduando em Comunicação Eleitoral, Estratégia e Marketing Político - Universidade Estácio de Sá - RJ.

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