A imensa hipocrisia de Reinaldo Azevedo e como se tira uma máscara com absoluta facilidade

É muito simples desnudar o caráter do jornalista Reinaldo Azevedo, ex-blogueiro da Veja e da RedeTV e, atualmente, com seu blog hospedado no UOL.

A opinião do jornalista varia conforme a conveniência. Tomemos como exemplo a questão do BNDES.

Aliás, durante os governos do PT, suas posições sobre muitos temas eram idênticas à do presidente Jair Bolsonaro. Agora, faz críticas ao atual presidente e finge nunca ter defendido as mesmas causas.

Nesse texto, especificamente, abordaremos o tema mais quente dos últimos dias: BNDES.

Diante da demissão de Joaquim Levy do cargo de presidente do BNDES e contratação do engenheiro Gustavo Montezano para ocupar o posto, num texto intitulado “Filhos de Bolsonaro nomearam presidente do BNDES. E a fala torta do general”, do dia 18/06/2019, o blogueiro diz:

“(...) ele [Gustavo Montezano] aceita cumprir ‘missões’ meramente políticas num cargo técnico. E uma das que lhe foram atribuídas é levar adiante a caça às bruxas em gestões passadas no banco, muito especialmente a petista (...)”

Pois bem, Reinaldo, obviamente, quando disse que Montezano teria que levar adiante a ‘caça às bruxas’, estava se referindo à exigência do Presidente Jair Bolsonaro de que a ‘caixa-preta’ do BNDES seja aberta.

Em outras palavras, a exigência de que dados mais aprofundados sobre os empréstimos feitos na era petista, especialmente para ditaduras de esquerda, como a Cubana, Venezuelana e algumas africanas, sejam tornados públicos.

Agora, cabe a pergunta: Reinaldo, essa exigência é meramente política mesmo?

Ou passou a ser apenas porque o presidente, a quem você tenta desmoralizar o tempo todo, agora, é Jair Bolsonaro?

Em 22/05/2015, quando Dilma ainda era a presidente da república, Reinaldo publicou em seu blog na Veja uma postagem com o título “Dilma quer que BNDES continue a ser caixa-preta e veta medida sobre transparência. Reajam, senhores parlamentares! Esse veto tem de ser derrubado”.

Ele inicia a postagem dizendo:

“Pois é… A presidente Dilma Rousseff está doidinha para que a gente tenha a certeza de que algo de podre se passa no reino do BNDES, não é mesmo?, ou não teria agido como agiu, dando uma desculpa mandraque para manter secretas operações de um banco público de fomento. Insista-se neste caráter: trata-se de um banco de fomento, não de um ente estatal que dispute com entes privados fatias de mercado.
Ao sancionar a lei que garantiu um crédito de até R$ 30 bilhões do Tesouro para o BNDES, a presidente vetou a emenda aprovada pelo Congresso que proíbe o banco de alegar sigilo em suas operações, muito especialmente naquelas realizadas no exterior. Ou por outra: a presidente quer que o BNDES continue a ser a caixa-preta que empresta dinheiro a Cuba, à Venezuela ou a Angola sem prestar contas a ninguém.
Mas não só: alguns potentados da economia nacional também estão agarrados às tetas do banco. Não por acaso, costumam brilhar entre os maiores financiadores das campanhas eleitorais dos companheiros. (...)”

Em outro trecho, ele faz uma defesa contundente do fim do sigilo:

“Mas me digam: em que a revelação das condições de concessão de empréstimo do BNDES afeta a segurança nacional? De que modo os interesses do país passariam a correr riscos? Quem, a esta altura, senão os petistas, querem manter sigilo sobre o financiamento do porto de Mariel, em Cuba, por exemplo? E quer mantê-lo por quê?”

Pois é... É triste ver a decadência de Reinaldo Azevedo que, antes, era uma inspiração para a direita brasileira. Já foi o blog de política mais lido no país. Mas, nessa toada, vai acabar como Paulo Henrique Amorim. Sugiro que aproveite o público que lhe resta e explique inequivocamente: é necessário ou não acabar com os sigilos dos empréstimos do BNDES?

da Redação

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