O que Luis Claudio Lula da Silva contou para a Polícia Federal. Saiba os detalhes do depoimento

O Jornal da Cidade teve acesso ao depoimento que Luis Claudio Lula da Silva prestou a Polícia Federal no dia 04 de novembro em Brasília, quando compareceu à sede da instituição acompanhado por quatro advogados e foi ouvido pelo delegado Marlon Cajado, que preside o Inquérito Policial nº 1424/15-4/DPF/DF.
O filho caçula do ex-presidente Lula, confirmou categoricamente o recebimento de 2,4 milhões do empresário Mauro Marcondes, pela realização de quatro projetos de marketing esportivo. Os tais serviços versavam sobre os resultados das marcas automotivas perante a Copa 2014, da importância das marcas ligadas ao esporte, da utilização das novas arenas como exposição de marcas e do risco de investimentos para patrocínio das Olimpíadas de 2016.
Perguntado sobre o valor estipulado para cada um dos projetos, Luis Claudio disse que não se lembrava. Novamente questionado como fez para estipular o preço dos serviços e chegar ao montante de 2,4 milhões de reais, disse apenas que eram fixados de acordo com a quantidade de horas trabalhadas, mas não informou a estimativa de horas que trabalhou, nem tampouco quanto cobrou por hora trabalhada.
Sobre a experiência que teria para a execução dos serviços, Luis Claudio enfatizou que "nunca tinha feito, anteriormente, os estudos e análises contratados".
Com relação ao fato da LFT não ter qualquer funcionário registrado, Luis Claudio afirmou que desenvolveu sozinho os relatórios, estudos e análises.
Questionado sobre suas qualificações, diz ter graduação em educação física, mas nenhuma especialização na área de marketing esportivo. Sustentou, porém, ter "know-how" para o trabalho por conta da experiência adquirida ao trabalhar em clubes esportivos.
Questionado sobre por que a Polícia Federal não encontrou, na busca e apreensão, nenhum dos relatórios que fez para a Marcondes e Mautoni, ele disse que, ao saber que estava sendo investigado, levou esses documentos a um escritório de advocacia para que seus advogados os analisassem.
No depoimento, o advogado do filho de Lula se compromete a entregar os relatórios à PF no dia seguinte. Até o momento, segundo fonte da PF, os tais relatórios ainda não foram juntados ao inquérito.
O filho de Lula declarou aos investigadores que Marcondes nunca lhe pediu que intermediasse o contato com seu pai ou com algum político. Disse também que o lobista nunca lhe explicou as razões pelas quais teria optado por contratar sua empresa.
A LFT só teve dois clientes, segundo o depoimento: a Marcondes & Mautoni e o Corinthians, para quem Luís Cláudio disse ter feito campanha para desenvolvimento de esportes amadores. 


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da Redação

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