A deputada do PSOL que quer escolta armada e a sua absoluta coerência

Não achei nada de incoerente na deputada do PSOL que pediu escolta armada. Ela acredita que nenhum brasileiro deve ter o direito de se defender com uma arma, exceto ela, porque ela é deputada, então é especial. Super coerente, socialismo é exatamente isso. Defende que todos sejam iguais, mas que alguns sejam mais iguais que os outros.

Olhe os exemplos socialistas do mundo. Em Cuba, são todos pobres, exceto a família Castro e seus amigos. Na Venezuela, a mesma coisa, com exceção das famílias Chavez, Maduro e adjacências. Na Coreia do Norte, mais um exemplo típico de socialismo, a população vassala deve obediência ao líder supremo Kim jong-un.

É exatamente assim que o socialismo funciona e o que a deputada quer é exercer o seu direito legítimo de ser o mais especial dos seres humanos.

O Brasil tem 60 mil homicídios por ano, o que mais tem é famílias inteiras ameaçadas nas favelas; moradores de zonas rurais vivendo sob risco constante; gente com medo da troca de tiros dos traficantes, dos assaltos nos ônibus, dos estupros nas ruas escuras.

Mas ninguém tem direito a escolta armada por isso. Só a deputada, porque - em suas palavras - quando ameaçam uma deputada, ameaçam a democracia. Perceberam como ela é importante?

Pois é, você que vive com medo de bandido, simplesmente recolha-se a sua insignificância, pois sua vida vale menos que a de uma deputada do PSOL. Ela sabe o que é melhor pra você e, do alto de sua sabedoria, vai lutar bravamente para que você nunca tenha acesso aos mesmos meios de defesa que ela.

(Texto de Priscila Chammas. Jornalista)

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