Os três grupos distintos de pessoas que repercutem como se fosse um “escândalo” as mensagens de Moro

Existem três grupos de pessoas repercutindo o "escândalo" das mensagens do Moro:

1- Quem acha que o Lula é inocente e só está preso por amar demais os pobres. São os “idiotas úteis”;
2- Quem sabe que o Lula é corrupto, mas, ainda assim, quer vê-lo livre. São os revolucionários, que estão dispostos a chancelar desvios de bilhões (como outros que em outras épocas calaram-se acerca do genocídio de milhões) em troca de algum ideal abstrato de “justiça social”;
3- A isentosfera que se sente moralmente superior ao resto da humanidade porque tem sonhos tépidos com o “estado de Direito”, e que está disposta a defendê-lo mesmo que isso signifique que não haverá justiça possível.

Dos dois primeiros grupos, se deve manter distância higiênica. Em relação ao último, caso você esteja com tempo e paciência, pergunte qual o sentido da existência de um “estado de Direito” cuja consequência seja assegurar que criminosos pratiquem impunemente os piores crimes. Ou se essa pessoa acredita, de coração, que algum inocente esteja preso pela Lava Jato.

Tem uma multidão de gente que precisa urgentemente acordar para o fato de que “estado de Direito”, no Brasil, historicamente não passa de um manto de invisibilidade pra bandido. Não reconhecer isso é cometer o pecado da extrema ingenuidade, e o extremo ingênuo é socialmente tão nocivo quanto o malicioso.

Não há negociação possível com quem quer te destruir.

Se alguém ameaça apontar uma arma pra sua cara, você não discute as regras do duelo, você atira primeiro. Sem a Lava Jato não teria havido impeachment, Lula seria presidente e o Brasil estaria a caminho de virar uma nova Venezuela.

Moro e Deltan merecem uma estátua cada e a eterna gratidão do povo brasileiro.

O resto é bandidolatria.

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