Resposta de Bolsonaro aos criminosos pode ser Deltan na PGR

Glênio Verdevaldo simplesmente não para com a sua sanha criminosa de ataques à Operação Lava-Jato. As publicações toscas que ele vem fazendo seguem um roteiro pré-determinado, e estão, absurdamente, pautando a mídia nacional.

O “script” da publicação de agora induz à “internacionalização” da atuação ilegal dos Procuradores da República, com vazamentos propositais das operações na Venezuela, para atrapalhar Nicolás Maduro. Sim: Nicolás Maduro! Vai ter gente dizendo que a Lava-Jato interferiu no “governo” de Maduro. É tão surreal que é difícil até comentar.

Quem ler essa publicação que Verdevaldo fez agora verá que ela é, basicamente, toda em cima de Deltan Dallagnol, o procurador-chefe da força-tarefa da Lava-Jato.

Com efeito, a única coisa que os criminosos por trás de Verdevaldo e sua gangue vão conseguir, com os vazamentos de (supostas) mensagens de Deltan Dallagnol, será empurrá-lo para o cargo de PGR.

Conhecendo Jair Bolsonaro como já conhecemos, certamente a resposta que ele dará à campanha criminosa de tentativa de desestabilização da Operação Lava-Jato será a de blindar Dallagnol e alçá-lo à chefia do Ministério Público da União.

O presidente Bolsonaro tem toda a autoridade para deixar de seguir a recomendação da lista tríplice elaborada pela Associação Nacional de Procuradores da República, já que a palavra final, na nomeação do PGR, é do Presidente da República, nos termos da Constituição.

“Art. 128, § 1º O Ministério Público da União tem por chefe o Procurador-Geral da República, nomeado pelo Presidente da República dentre integrantes da carreira, maiores de trinta e cinco anos, após a aprovação de seu nome pela maioria absoluta dos membros do Senado Federal, para mandato de dois anos, permitida a recondução".

Seria uma excelente resposta à sociedade de bem, além de um duro golpe na bandidagem que ainda transita na alta esfera de poder da República: oxigenaria a PGR, com um Procurador-Geral de 39 anos, bem atualizado e preparado para o cargo.

Como diz o ditado: “mexe com quem tá quieto, pra ver o que acontece”.

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