Ideologia de gênero, casamento e civilização: uma reflexão sobre a degradação cultural promovida pela esquerda (veja o vídeo)

Nos últimos dias vi notícias que nos rendem uma reflexão importante sobre comportamento, cultura, religião e política. Em um jornal da minha cidade, a chamada dizia: "Dia de alegria: nasce filha da ex-jogadora de vôlei Fabi e sua esposa". Em outra mídia, um assunto semelhante: "Thammy Miranda descobre que será pai de um menino".

Já repararam como mídia que festeja as crianças nascidas a partir da união de pessoas do mesmo sexo é a mesma que luta pela legalização do aborto? Já repararam que as mesmas pessoas que criticam o casamento e a família tradicional lutam para que indivíduos do mesmo sexo possam se casar e constituir família?

Parece mais uma contradição da escassa inteligência esquerdista, mas isso indica que o verdadeiro alvo é outro: derrubar as estruturas tradicionais que dão base a sociedade. Por isso, o casamento na igreja é "atrasado", "ultrapassado", mas o casamento gay é uma instituição quase sagrada, com alguns pleiteando até o direito de casar na igreja.

Acho justo que as pessoas busquem felicidade e sejam livres para viver como queiram. Não me oponho a isso. Minha crítica aqui não é sobre modelos conjugais alternativos, mas sobre a forma como a esquerda usa isso com fins macabros.

Quem argumenta a favor da adoção ou geração de filhos por modelos conjugais alternativos sempre aponta o dedo para problemas do modelo tradicional como, por exemplo, pais que abandonam seus filhos. A primeira falácia embutida é fingir que as formas conjugais alternativas não estão sujeitas aos mesmos problemas como divórcio, abando ou maus tratos de filhos. Mas o ponto que quero levantar é outro:

O modelo tradicional de casamento (religioso), com fidelidade até a morte, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, na alegria e na tristeza, tem justamente a função de evitar que homens abandonem os filhos diante de alguma insatisfação. Logo, quanto mais esse modelo é desvalorizado, mais a sociedade gera homens imaturos e sem disposição para compromisso, ainda mais com as mulheres "empoderadas", supostamente não dependendo de homem para nada.

O falso pressuposto por trás disso é que a humanidade evoluiu e não precisa mais das "atrasadas amarras da religião". Ou seja, todo o esforço que a humanidade fez para se civilizar ao longo de milênios, regulando a vida sexual para facilitar a vida em sociedade, vem sendo jogado no lixo por uma enganosa idéia que incentiva o ser humano a agir como um animal, colocando a busca por prazer como o valor supremo da vida.

O resultado é que mulheres e crianças são as mais prejudicadas, mas o prejuízo coletivo vai além. Primeiro porque os filhos passam a ser vistos como entraves à liberdade de adultos infantilizados, que vão evitar a procriação. Segundo porque os filhos gerados passam a ser cada vez mais de famílias fragmentadas, que terão mais dificuldade para transmitir cultura ou que já não comungam dos valores tradicionais.

A consequência é a não continuidade da cultura que deu base para chegarmos até aqui. Por isso a esquerda chama de progresso tudo que colabora com esse processo, e de retrocesso tudo que vai contra ele.

Confira no vídeo.

Herbert Passos Neto

Jornalista. Analista e ativista político.

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