Candidaturas independentes é o que pode combater a partidocracia que impede o desenvolvimento nacional, defende Modesto Carvalhosa

Nesta sexta-feira (12), através de suas redes sociais, o jurista Modesto Carvalhosa manifestou sua indignação sobre o desejo de parte do Parlamento em aumentar o Fundo Partidário para R$ 4 bilhões para custear as eleições municipais do próximo ano. Para Modesto, a sociedade civil precisa, urgentemente, apoiar candidaturas livres para combater a "partidocracia" que tanto assombra o país.

Veja a publicação:

"Não há tempo a perder:

o Ministro Luís Roberto Barroso precisa pautar urgentemente o recurso que defende o exercício do legítimo direito de todo cidadão brasileiro disputar eleições independentemente de filiação partidária.

Candidaturas livres de filiação partidária constituem, hoje, o caminho mais rápido e seguro para que o Brasil viva a democracia na sua plenitude.

Não é por outra razão que temos defendido as candidaturas independentes, pois elas, e só elas, é que podem pôr abaixo a partidocracia que impede o desenvolvimento nacional.

Todos nós vimos: se, por um lado, a Câmara aprovou em primeiro turno a Reforma da Previdência, por outro, praticamente dobrou o fundo eleitoral para as eleições municipais do próximo ano, o Famoso Fundo da Vergonha Nacional, elevando-o a quase R$4 bilhões em 2020, uma propina legalizada e imoral com a óbvia finalidade de perpetuar no poder as oligarquias corruptas municipais, que dão sustentação a Central Única da Corrupção. Deram com uma das mãos, tiraram com a outra. Morderam e assopraram. Foi desse modo que os deputados do Centrão anteontem agiram.

Mas dirão eles que estão exigindo uma propina muito pequena: “e o que são cerca de R$4 bilhões de fundo partidário perto dos R$900 bilhões (ou agora seriam apenas pouco mais de R$700 bilhões?) que garantimos de economia ao Estado brasileiro nos 10 anos vindouros?”

São isto mesmo que a Cidadania já respondeu: cerca de R$4bilhões de dinheiro público para que as mesmas famílias e máfias políticas de sempre se eternizem nas prefeituras e câmaras municipais em prejuízo de todo o País.

A questão não é só de números. A questão é de valores - valores democráticos, valores de cidadania, como está claro.

Por isso, as candidaturas independentes devem ser nossa prioridade absoluta neste momento. Acolhendo essa demanda, o Supremo Tribunal Federal fará Justiça mas fará também História!"

da Redação

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