Fundo Partidário, o fundo sem fundo, máquina de fabricar corrupto

Quando se trata de encher os próprios bolsos com grana alheia - do povaréu pagador de impostos e outros - a politicalha não tem escrúpulo algum e nem memória.

É capaz de negar a evidência mais cristalina.

E uma evidência mais do que cristalina é a de que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, não gastou quase nada em sua campanha.

Outros, deputados e senadores eleitos com enorme número de votos, também tiveram campanhas modestas.

Para o mau político, como Geraldo Alckmin, por exemplo, de nada adianta despejar milhões numa campanha. É jogar dinheiro fora - ou no bolso de gráficas fantasmas, empresas de fachada e um bando de corruptos que circulam dentro dos partidos em época de eleições.

O povo - ora, o povo - não ganha nada com isso.

Pelo contrário, paga pra ser engabelado por campanhas mentirosas e que sempre prometem o que jamais será cumprido.

Ser partido político é um grande negócio no Brasil, ganhando ou perdendo. Não importa. O importante é vender espaço em TV, superfaturar trabalhos de propaganda, negociar apoios, e alimentar essa enorme e insaciável máquina de vagabundos.

É e sempre foi uma farra.

Mas essa farra só é possível com dinheiro público, dinheiro dos brazucas que suam a camisa todo santo dia.

Assim, impressionante ver o porquinho da índia da Câmara dos deputados negar a evidência mais evidente e defender na cara de pau o aumento do fundo eleitoral de 2020.

Maia defende o aumento de 1,7 bi para 3,7 bilhões.

Bagatela.

O Fundo Partidário se trata, evidentemente, de uma espécie de banco para financiar e fabricar corruptos. O mesmo do mesmo.

Mas não foi para isso que o povaréu indignado votou em Bolsonaro.

O povo votou pela mudança.

E a mais fundamental de todas parece ser fechar definitivamente as portas dessa verdadeira fábrica de ladrões que é o Fundo Especial de Financiamento de Campanha criado em 2017 para driblar a proibição das doações de empresários.

Essa grana despejada não traz benefício algum para a nação, pelo contrário.

Jair Bolsonaro, eleito com uma verba irrisória, é prova disso.

E Dilma, a louca, que torrou milhões numa campanha falseta, talvez uma das mais desonestas da história do Brasil, é a prova do inverso.

Sobre o dinheiro gasto na campanha do poste sem luz de lula...ninguém sabe e ninguém viu.

Tá no ralo da corrupção.

Exatamente onde estarão os 3,7 bi que o gordinho cara de pau da Câmara quer para 2020.

Em tempo: aumento de 2 bi para aumentar leitos em hospitais ninguém defende, não é mesmo? Ou para construir escolas decentes...ou....

Marco Angeli Full

Artista plástico, publicitário e diretor de criação.

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