Reforma da Previdência necessita ser votada (com urgência) antes do recesso parlamentar

Ainda dá tempo de votar a Reforma da Previdência nessa semana, caso contrário, o Brasil poderá perder todo o ano de 2019.

As dificuldades que o governo encontra são de uma oposição que não tem compromisso com o país.

Caso o segundo turno da Reforma não seja aprovado, ainda essa semana, poderá ficar apenas para depois do recesso parlamentar, ou seja, para agosto.

O texto do projeto foi votado na Câmara dos Deputados, na última sexta-feira (12). No entanto, mesmo com a aprovação do segundo turno, a reforma, precisará passar pelo Plenário do Senado e caso tenha alguma alteração poderá retornar para Câmara.

A população e o mercado sentem na pele essa demora, com a falta de dinheiro, dívidas acumuladas e cobranças. O problema é que, além da Reforma da Previdência, será necessária a aprovação da Reforma Tributária.

A Reforma da Previdência garante a estabilidade do país e a Reforma Tributária trará o desenvolvimento e a riqueza. Uma complementa a outra e a demora de uma causará a demora da outra.

O Brasil não pode ser o país do futuro – o povo não aguenta mais essa história que vem rendendo por décadas – o Brasil está com o futuro nas mãos nesse momento, ou melhor: com as reformas.

A aprovação dessas reformas poderá desencadear um crescimento nunca visto na história do país e tudo isso está dependendo dos eleitos pelo povo. O recesso começará na próxima quinta-feira (18), e até lá, precisamos torcer para que essa oportunidade não escape no tempo.

Um dos grandes problemas é o quórum (que é o número mínimo de deputados), caso não seja atingido, a reforma não poderá ser votada.

A grande questão é que os deputados sairão de viagens, mas – nesse momento – qualquer tipo de viagem não justifica a perda monstruosa para o país. Porém, muitas dessas viagens são de cunho pessoal. Para muitos deputados o compromisso com as suas férias fica em primeiro lugar e o Brasil em segundo plano.

Alguns deputados sairão de viagem para Montevidéu no Uruguai, que tratará de uma reunião do parlamento que discutirá os acordos do Mercosul e isso nos custará de 16 até 25 parlamentares, um número que poderia ajudar na composição do quórum, que tem a necessidade de 308 deputados presentes.

A Reforma da Previdência ideal seria de um valor aproximado de R$1,2 trilhões, mas devido a muitos privilégios, às várias corporações, ela está se desidratando e estima-se que o valor da Reforma está em torno de R$900 bilhões. No entanto, ela ainda, poderá ser reduzida na votação do segundo turno.

Para os eleitores a ordem é cobrar o seu deputado e fazer pressão a todo vapor.

Só assim, o Brasil terá um futuro que pode chegar - quem sabe - ainda este ano. Mas para que isto ocorra, depende da votação e dos ilustres parlamentares.

Edivaldo de Carvalho

Empresário. Atuante há 25 anos no mercado gastronômico.

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