Triste realidade: brasileiro trabalha para se aposentar, não para progredir

O brasileiro está "preocupado" com a previdência. E tem que estar, mesmo. Somos um povo que trabalha para aposentar, não para progredir.

Não quer aposentar com 70 anos? Direito seu.

O que está fazendo, então, para mudar isso?

Somos um país de 200 milhões de pessoas e somente 0,29% investe no mercado acionário. A título de comparação, nos EUA, são 200 milhões de americanos com investimentos na bolsa. 69% da população.

Até nos investimentos mais simples, como Tesouro Direto, CDB, CDI, LCI, LCA, FII, o brasileiro não diversifica. Somos o país da poupança. Aquela que já foi "sequestrada" pelo governo e que, invariavelmente, rende menos do que a inflação.

Falar em uma carteira de imóveis, então, é ser chamado de louco. "Isso é coisa pra milionário". Brasileiro só quer a casa própria. Passivo financeiro.

Falando em passivo, impossível esquecer do automóvel. A paixão do nosso povo. E gostamos do carro zero. Aquele que perdemos 15% no primeiro ano, 10% no segundo e trocamos em seguida, para assumir outro financiamento, com juros de 1,5% ao mês.

E o dinheiro? Na poupança. Rendendo 0,4%.

Se leu até aqui, parabéns. Esse assunto é chato, né?

E vai ficar pior. Pode desistir, enquanto é tempo.

O ÚNICO JEITO DE SER "DONO" DO SEU FUTURO É ASSUMIR A RESPONSABILIDADE SOBRE ELE.

Perca o medo do mercado financeiro.

Você só vai ficar pobre se tentar ficar rico. Estou falando para INVESTIR, não para ESPECULAR.

Esqueça a ilusão de que Bolsa é "jogo" de milionários. Pode-se começar um investimento com MENOS DE 100 REAIS e existem opções SEGURAS e muito mais lucrativas que a poupança.

Procure uma corretora SÉRIA e se informe.

"Ah, mas eu não tenho dinheiro."

SE VIRA! Deixa de tomar a cervejinha do fim de semana; não faz a viagem no fim do ano; poupa o dinheiro que você joga fora com a Mega Sena.

Enxergue imóveis como ATIVOS.

Quer um investimento seguro? Compre terra. Deus não vai fazer mais.

Imóveis na planta chegam a dar um retorno de 40%, com risco mínimo, para os compradores que adquirem na fase de lançamento. Depois de prontos, podem ser vendidos, com lucro, ou utilizados para renda.

Só não caia na bobagem de "meter a cara" sozinho. Busque um corretor de confiança, que lhe indicará bons empreendimentos, de construtoras confiáveis.

"Ah, mas eu não tenho dinheiro."

SE VIRA! Faz um acordo com seu patrão pra sacar o FGTS (aquele seu dinheiro que o governo usa e te paga juros miseráveis) e parcele o resto; faz sociedade com o irmão, primo, cunhado, pra adquirir o primeiro. Depois, com o dinheiro da venda, compre outro, sozinho.

Não gosta de sociedade? Azar seu! Querendo ou não, já tem um sócio: O Estado, que só te explora. Arrume, então, outros que te ajudem.

PARE DE TROCAR DE CARRO.

Você perde mais dinheiro com o seu Celta 0Km do que os milionários com seus superesportivos.

Não. Não é piada. Rico não perde dinheiro. Quando "perde", como é o caso de quem tira um destes modelos zero quilômetro, tem investimentos o suficiente para "bancar" a depreciação.

As Ferraris F355, da década de 90, vêm tendo valorização há mais de 5 anos. Os Audis R8, com transmissão manual, valorizaram quase 100 mil reais, no último ano. As Mercedes SLS AMG 2010 saltaram de 380.000, em 2017, para incríveis 750.000, hoje.

Isso acontece pela RARIDADE dos modelos, que se tornam colecionáveis e despertam interesse inclusive de compradores estrangeiros. NUNCA vai acontecer com um Uno Way.

Não raro, nos EUA e Europa, você verá RICOS usando o mesmo veículo por uma década. NÃO TEM SENTIDO tirar um carro zero, perder 1/4 do valor e vendê-lo após 2 anos, como é de praxe em terras tupiniquins.

RESPEITE O SEU PATRIMÔNIO!

Claro que existem outras opções e é óbvio que todas envolvem algum sacrifício. Mas é esse o preço da nossa LIBERDADE.

Em vez de ficar implorando "direitos" ao Estado, CONQUISTE O SEU DIREITO. Quem se contenta com migalha é pombo!

"Eu tinha uma paixão pela riqueza. Mas não para andar de Ferrari; eu queria mesmo a independência." (MUNGER, Charles Thomas).

Felipe Fiamenghi

O Brasil não é para amadores.

Comentários