Argentina escolhe neste domingo o sucessor de Cristina Kirchner

A Argentina escolhe neste domingo o seu novo presidente, entre o candidato da situação Daniel Scioli ou o conservador Mauricio Macri, após uma acirrada campanha eleitoral.
No primeiro turno, Scioli conseguiu teve 37% do total, e levou vantagem sobre Macri, prefeito de Buenos Aires, com 34,1%. O resultado derrubou todas as pesquisas que apontavam uma diferença de 8 pontos entre os candidatos.
Durante a campanha para o segundo turno, o candidato opositor abriu vantagem e passou a liderar as pesquisas.
A chapa de oposição, liderada por Macri e Gabriela Michetti, de acordo com as últimas pesquisas realizadas pela consultoria Management & Fit, está com 52% dos votos.
O candidato oficial Daniel Scioli, governador da província de Buenos Aires, e seu companheiro de chapa Carlos Zannini, obteriam 43,7%.
Mauricio Macri é engenheiro, tem 56 anos, se apresenta como a "verdadeira mudança", mas baseou sua campanha eleitoral em discutir questões formais. Promete dialogar e propõe união, mas evita definições políticas. O conservador defende a abertura de investimentos estrangeiros, a diminuição da inflação para um dígito em dois anos e o levantamento dos limites das exportações do setor agropecuário. Também diz que vai criar uma agência nacional contra o crime organizado e desenvolver um sistema de estatísticas criminais.
Acusado de formação de quadrilha em um caso de espionagem ilegal, Macri tentou fazer com que a justiça argentina suspendesse o processo durante a campanha, mas não conseguiu. Filho de um conhecido empresário, sua passagem à política aconteceu também após se tornar uma figura conhecida no âmbito esportivo: foi presidente do Boca Juniors. Durante a campanha, tentou se desprender da imagem de empresário milionário e capitalista.
Daniel Scioli é empresário, tem 58 anos, se apresenta como a continuidade a 12 anos de gestão "kirchnerista", mas com um estilo diferente da confrontação permanente adotado pela presidente Cristina Kirchner. O candidato afirma que corrigirá o rumo do atual governo, mas sem cair nas políticas liberais, que representam uma "volta ao passado".
Scioli promove uma "agenda nacional do desenvolvimento". Ele defende baixar a inflação a um ritmo de 5 pontos percentuais por ano para alcançar nível de um dígito em 4 anos, diminuição de impostos para exportação de grãos e implementação nacional de forças policiais locais que complementam a polícia da província.
Colaborou com peronistas das mais diferentes tendências, desde o liberal Carlos Menem ao falecido Néstor Kirchner. Entrou para a política através de Menem quando já era conhecido no país por sua atividade como piloto de corridas de barco, esporte no qual chegou a ganhar um campeonato mundial após perder seu braço direito em um grave acidente.


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da Redação

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