Jean Willys vendeu o mandato? A lógica que o envolve no imbróglio do Intercept

Vi nestes dias algumas considerações interessantes de Bernardo Küster, em seu canal, sobre esse imbróglio que vem se arrastando sobre a atuação e envolvimento de várias pessoas no caso do Intercept e do falso jornalista gleenvaldo.

Küster raciocina que comprar o mandato de jean willys seria realmente uma jogada perfeita para glenn, que assim enfiaria david miranda, seu parceiro oficial, na Câmara dos Deputados, garantindo ao gajo imunidade parlamentar.

O que significa que a PF não poderia fazer buscas ou apreender nada na residência ou escritório de Miranda sem ordem do STF.

É o mesmo que transformar a casa de gleenvaldo -onde mora com miranda- numa fortaleza intocável, mesmo pela PF.

Faz todo o sentido, se levarmos em conta ainda outro raciocínio, o de Alexandre Garcia, que diz que essa conspiração cor de rosa começou lá atrás, com a facada de adélio, o ‘louco’ que de louco não tem nada.

gleenvaldo e miranda não tem também nada de loucos ou ingenuos.

miranda não se envolve nunca no caso do Intercept, aparentemente para se manter livre de uma eventual investigação da PF.

O recente envolvimento de manuela -sempre uma laranja útil- no caso, como intermediária entre o hacker e glenn, pode ser uma estratégia tosca para livrar a cara do americano.

Aparentemente, se manuela passou seu contato ao hacker, ele seria apenas um jornalista beneficiado por informações que uma boa alma ofereceu candidamente, e não um conspirador sujo que armou toda essa palhaçada.

Aliás, a declaração do tal walter -sujeito que parece mais um golpista comum- é risível, ao afirmar asneiras como a intermediação de manuela ou que ofereceu de graça os arquivos ao 'marido’ de miranda.

walter tem uma longa capivara de crimes comuns, onde se incluem estupro da própria cunhada e extorsão.

Não é o perfil de um hacker habilidoso, nem de longe.

É o perfil de um batedor de carteiras louco por grana contratado para roubar informações por alguém bem mais esperto.

Enfim, a intenção final - e clara - de toda essa confusão é a de desmoralizar e enfraquecer o governo Bolsonaro atacando o ministro Moro.

E com isso libertar e recolocar no cenário político o capo, aquele homenzinho preso lá em Curitiba.

É o sonho da quadrilha.

Todos os envolvidos, de adélio à manuela, tem esse objetivo em comum.

Infelizmente para os gajos atacar Moro ou Bolsonaro não é uma tarefa simples como imaginam.

Esse ataque tosco, que acabou transformando o americano vendedor de informações em celebridade pode transformá-lo também - e aos seus cúmplices, em companheiros de luladasilva numa cela.

Isso se estende, evidentemente, ao purpurinado jean.

Vender mandato é crime.

Marco Angeli Full

Artista plástico, publicitário e diretor de criação.

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