O perfil de isentão radical de Edgard Piccoli (veja o vídeo)

A treta entre Caio Copolla e Edgard Piccoli, na manhã do dia 30/07, no programa Morning Show, é uma oportunidade para analisarmos um perfil cada vez mais frequente na cena política nacional: o isentão radical, também conhecido como extremista de centro ou ultra-centrista.

O isentão radical tenta se colocar sempre no meio entre dois extremos, mas sofre de um problema: seu senso de proporções é afetado pelo relativismo e, assim, não consegue definir bem onde estão os extremos.

Como solução, busca fontes de autoridade, mas sofre com o mesmo problema: não consegue definir o que é autoridade. Recorrente então ao que já é institucionalizado, como a mídia, intelectuais, artistas, que também estão afetados não só pelo relativismo, mas pelo esquerdismo radical.

Ao tratar como extremista uma figura com Bolsonaro, que está longe disso, o isentão radical vai optar por uma opinião que lhe parece ser o centro, mas que na verdade está bem à esquerda. Por isso isentões concordam com quase todas as pautas da esquerda, e continuam se achando isentos.

A triste realidade é que qualquer pessoa que acredite que a verdade é relativa ficará com o senso de proporções avariado e não será mais capaz de definir nada com precisão. A única certeza que terá na vida é a certeza de que não tem certeza de nada.

Depois de tanto esforço para se sentir seguro numa posição supostamente neutra, entrará em crise quando tiver essa posição questionada por uma argumentação sólida, como sempre faz o Caio Copolla.

Edgard, após acusar Copolla e promover desinformação, foi interpelado e não conseguiu apontar nenhum exemplo que confirmasse a afirmação. Passou vergonha, comprando a fragilidade da sua posição de extremista de centro.

Confira a análise mais detalhada no vídeo:

Herbert Passos Neto

Jornalista. Analista e ativista político.

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