O jurista questiona: Glenn foi que mandou?

O brilhante jurista e procurador de Justiça do Estado de São Paulo Edilson Mougenot, em texto publicado nas redes sociais, demonstra de maneira inequívoca o que são os ataques desferidos contra a Operação Lava Jato.

Leia com atenção. Vale a pena.

“Não era jornalismo investigativo, porque não investigava, apenas caluniava: umas frases soltas colhidas em uma bisbilhotice, uma longa e maldosa interpretação e, pronto, os asseclas já poderiam disparar com a pólvora narrativa os balins da calúnia; e nem jornalismo parecia, pois qualquer profissão precisa de um mínimo ético em seu exercício, e não tinha.
O que chamavam “provas”, provas não eram, senão um “nada”, vez que somente a autenticação fornece um começo de prova, quando passa pelo batismo jurídico que é o crivo da validação.
Apenas, uma tranquibérnia para manchar reputações e tirar corruptos das prisões, como parece se revelar.
Os personagens surgem das sombras. Mas, o que sobrou desse castelo de cartas?
Sobraram uns “frutos podres”, que pela “teoria da árvore envenenada” só fecundaria o vácuo cerebral de néscios; sobra a identificação dos delinquentes e o conhecimento de uma gazetilha fofoqueira que era tão desconhecida quanto o número de malandros no universo; sobram mexericos laterais, urdidos na antiga “casa da Candinha”, cujos frequentadores fazem ares de espanto para fatos normais, passando nos lábios o batom da maledicência.
A espelunca se desmonta. O véu da falsa ética (jornalística ou jurídica) se levanta, mostrando, então, as carantonhas borradas pela maquiagem da mentira derretida; dos porões do ex-anonimato vai emergindo um cheiro podre, aquele mesmo odor vernacular que, em giro linguístico, tão facilmente delinquentes atribuem às suas vítimas.
Fabriquem-se mil barretes cônicos – carapuças - e se verá que os “deformadores da opinião pública” que os vestiriam com justeza, se recusarão usá-los, tantas são as caras da trapaça, as cabeças da covardia, da hidra do crime e da inveja.
A inveja do poder, do talento, da retidão; o crime da corrupção, do escroque, do ladrão.
Sabem que o são, mas não confessam.
Manuel Verdevaldo Octopus, quem são os outros passageiros do ônibus?! Please.”
da Redação

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