Pobre defendendo político corrupto é mais uma “jabuticaba brasileira"

“Não se pode exigir que o juiz tenha com o advogado de defesa a mesma comunicação que tem com os membros do Ministério Público. Basta observar que o MP se senta à direita do magistrado e o acompanha nos intervalos das sessões, quando a Corte se retira da sala de audiência. Nos tribunais os advogados, por mais intimidade que tenham com os julgadores, não passam do cancelo, o que já é um indicativo da diferença entre eles”. Eliane Calmon, ex ministra do STJ.

É tudo tão óbvio, tão claro, que me faz crer que estamos vivendo um grande teatro onde o pessoal da "resistência" são os protagonistas e a plateia somos nós, desorientados, confusos, ouvindo as falas dos atores principais e, ora ou outra, tentamos soltar uma frase para explicar aquilo que nem precisa de explicação:

O juiz e o promotor andam juntos!

Onde está o erro nisso?

Errado seria o juiz se reunir com a defesa e orientá-los como agir numa audiência para não cair nas armadilhas dos promotores!

O erro está naqueles que fizeram uma força descomunal para barrar uma operação policial que estava investigando gente importante e não em quem se comunicou para evitar o fim da operação.

É desesperador ver as maiores vítimas da corrupção - pessoas que dependem do SUS até para ganhar um comprimido para evitar um filho ou tirar sua dor - torcendo contra quem tentou fazer o que ninguém fez antes:

Prender gente que enriqueceu nos empobrecendo!

Os convenceram que nessa história os ricos são da polícia e os pobres são os corruptos presos! Dá pra acreditar no nível de loucura que essa coisa toda alcançou?

Estão indignados com o valor que as pessoas estão dispostas a desembolsar para comprar ingressos e ouvir um procurador da Lava Jato falar, mas ignoram os valores roubados pelos réus da operação.

Por que nós, a plateia, ainda damos créditos para isso? Por que ainda repercutimos as falas da mídia protagonista e dos ministros do STF, que fazem parte da resistência e se identificam mais com os réus do que com a justiça?

Pobre defendendo politico corrupto...

É mais uma jabuticaba brasileira, só tem aqui!

Raquel Brugnera

Pós Graduando em Comunicação Eleitoral, Estratégia e Marketing Político - Universidade Estácio de Sá - RJ.

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