Jurista Modesto Carvalhosa volta a atacar Gilmar Mendes e o STF

Incansável em sua obstinada luta contra a corrupção, o notável jurista Modesto Carvalhosa publicou um novo texto nesta sexta-feira (9), onde questiona as últimas declarações do ministro Gilmar Mendes, recheadas de maledicência e falsidades.

Eis o texto:

Se, para Gilmar Mendes, a Lava Jato é uma organização criminosa, como então deveria ser chamado o Supremo Tribunal Federal, cujos membros garantistas da impunidade têm cometido os mais graves crimes de responsabilidade, levando ao descrédito absoluto aquela Corte outrora Suprema?
O STF vem constantemente suspendendo a vigência de leis federais para impedir que o Banco Central, o Coaf e a Receita forneçam dados sobre movimentações financeiras suspeitas à Polícia Federal e ao Ministério Público.
Ademais, quebrando absolutamente os princípios da impessoalidade, da moralidade e da legalidade, o Presidente do STF e seu coadjuvante Alexandre de Moraes mandaram parar com as investigações sobre 133 contribuintes relacionados com as estranhas atividades econômicas e profissionais de membros do próprio STF e seus familiares.
Todos os dias, a Nação, estarrecida e indignada, tem tido de aturar novos e cada vez mais ultrajantes desmandos.
Na quarta-feira, por 10 a 1, o Supremo simplesmente atropelou, sem mais, a competência natural da Justiça Federal da 4.ª Região, para, em sessão relâmpago, manter o movimentado escritório político de Lula nas dependências da Polícia Federal em Curitiba.
Mas, como todos viram ontem, Gilmar Mendes foi ainda mais Gilmar Mendes e proibiu a Polícia Federal, o Coaf e quaisquer órgãos públicos de investigar Glenn Greenwald, a qualquer título ou pretexto, por representarem tais investigações “tentativa de supressão de trabalho jornalístico de interesse nacional”, embora com origem nos criminosos hackeamentos de Araraquara.
Por tudo isso e muito mais, o povo brasileiro sabe reconhecer que a Lava Jato é que certamente não é uma organização criminosa.
A propósito, anteontem, ingressamos no Senado Federal com outro pedido de impeachment, desta feita contra Alexandre de Moraes.
da Redação

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