Jeffrey Epstein e Celso Daniel: homens mortos não contam histórias...

Jeffrey Epstein, billionário americano, acusado de comandar uma rede de tráfico sexual de menores, foi encontrado morto em sua cela na manhã de ontem (10).

Jeffrey havia tentado suicídio há duas semanas, o que significa que deveria estar em constante monitoramento para prevenir uma nova tentativa, procedimento padrão em prisões americanas.

Sua morte ocorre um dia depois de surgirem denúncias de que grandes nomes do Partido Democrata estavam envolvidos nos abusos sexuais cometidos contra menores.

O ex-presidente Bill Clinton voou no avião de Epstein mais de 20 vezes para a ilha particular do bilionário. Em várias dessas vezes haviam garotas menores de idade no mesmo voo.

Com a morte de Epstein, praticamente o caso todo vai por água abaixo e a chance desses grandes nomes do Partido Democrata serem punidos é quase nula. Jeffrey entra para a história como a 12ª pessoa envolvida em crimes que implicam os Clinton, a morrer em circunstâncias misteriosas.

A cela de Epstein estava sendo monitorada por vídeo, mas aparentemente o circuito interno falhou durante os momentos em que ele se matou. O protocolo de prevenção ao suicídio também não havia sido implantado no dia, o que fez com que objetos que ele pudesse utilizar para se matar, ficassem na cela.

Quem tem mais de 30 anos (ou que se interessa por política antes de virar moda falar mal do Bolsonaro) lembra do caso Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André e membro do PT que foi sequestrado e executado por supostamente ter descoberto e não coadunar com esquemas de corrupção envolvendo o Partido dos Trabalhadores. O ano era 2002, era a melhor chance de Lula se eleger, um escândalo nesse momento era tudo que a esquerda não queria. Foi então que durante as investigações, algo curioso (por falta de uma palavra melhor) aconteceu: 8 testemunhas do caso morreram em circunstâncias suspeitas. Até hoje o caso segue sem solução.

Como as redes sociais agora proíbem conteúdo que elas considerem “teorias da conspiração”, vou deixar aqui apenas minha impressão de que essas pessoas envolvidas com grandes nomes da esquerda desenvolvem um grande desdém pela própria vida tão logo seus amigos importantes são implicados em algum crime. Deve ser a empatia de que tanto falam.

Há uma piada rolando no meio político americano neste momento: “Se você ficou surpreso que Jeffrey Epstein decidiu se matar ontem, imagine então o tamanho da surpresa dele.”

Homens mortos não contam histórias.

Frederico Rodrigues

Analista Político e Membro da Direita Goiás.

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