Aprovação da Reforma da Previdência é dada como certa no Senado

A equipe econômica do governo estima que dos 81 senadores, 64 devem votar favoravelmente à aprovação da Reforma da Previdência.

Por outro lado, um levantamento feito pelo Estadão aponta que apenas 53 senadores já declararam-se favoráveis à proposta, número ainda assim maior que os 49 necessários para a aprovação.

"No levantamento, 13 senadores se declararam contrários à proposta. Quatro se disseram indecisos e outros dez não quiseram responder."

Mesmo após as modificações e desidratação da proposta original na Câmara do Deputados, a proposta manteve uma potência fiscal razoável, que deve gerar uma economia em torno de R$ 933,5 bilhões em 10 anos. A economia é menor que a almejada pela equipe do ministro Paulo Guedes, que tinha em mente uma economia de mais R$ 1 trilhão em 10 anos, porém, muito maior que a proposta de reforma feita por Michel Temer, onde a economia girava em torno de R$ 300 bilhões a R$ 400 bilhões.

Rogério Marinho, o secretário especial da Previdência e Trabalho, avalia que o tema, que era tido como impopular, amadureceu na sociedade. Marinho disse também que os senadores acompanham as discussões sobre o tema na Câmara e que por isso já há uma bom número deles decididos decididos.

O Senado articula também a reinclusão de Estados e municípios na reforma. O tema, que estava na proposta original do governo, foi removido durante a tramitação na Câmara. A estratégia é que isso dê através de uma proposta paralela à proposta principal.

da Redação

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