Brasil atinge média de países "bons pagadores" em índice internacional que mede risco de calote

O Brasil alcançou os 129 pontos no CDS (Credit Default Swap), um indicador internacional que mede as chances de um Estado dar calote em suas dívidas. Neste índice, quanto mais próximo de zero, menores as chances de um país dar calote em suas dívidas.

O número coloca o país na mesma faixa de países considerados "bons pagadores" e pode, mais adiante, elevar a classificação do país frente às agências de classificação de risco. Atualmente o país detém a classificação BB-, mas o CDS agora encontra-se na mesma faixa de países classificados como BBB-.

Em 2015 e 2016, o ambiente político instável, a economia estagnada, inflação em alta, dificuldades fiscais e o impeachment de Dilma Rousseff levaram ao rebaixamento do Brasil na classificação das agências de risco e o CDS chegou aos 600 pontos no período anterior às eleições. Atualmente, a avaliação é de que a Reforma da Previdência e a perspectiva de uma série de reformas prometidas pela equipe econômica de Paulo Guedes vem elevando o índice e gera uma expectativa de que a partir de 2020 o país seja elevado nas classificações das agências de avaliação de riscos.

A incerteza, no entanto, fica em função do modesto crescimento econômico apresentado até o momento após o estancamento da crise. Um indicador que pode fazer com que as agências mostrem relutância em atualizar as notas brasileiras. Porém, há otimismo de que a Reforma Tributária e outras medidas do Ministério da Economia melhorem a situação no próximo semestre.

da Redação

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