Bolsonaro, o liberal

Aprovado o texto-base da MP da Liberdade Econômica. Uma medida nitidamente de cunho de liberalismo econômico, daqueles bem “Ludwig Vou Mises”, em um país que até pouco tempo atrás aplicava naturalmente, sem pudor, a política de “ciclos econômicos” embasada em Keynes, e que achava normal medidas intervencionistas na economia.

Dirão alguns, como a mídia isentona, que tal medida é fruto da “ala Paulo Guedes” do Governo, e que contou com a ajuda e o apoio dos liberais do NOVO (e até de algumas poucas cabeças do Centrão) para ser aprovada.

Já eu, Guillermo Federico, digo que a medida só foi aprovada porque Jair Bolsonaro é o Presidente da República.

É que qualquer proposição legislativa que chegue no Congresso, está estampada com o “selo” de um governo com amplo apoio popular, e que aproveita o “timing” político para aprovar as suas medidas no Parlamento com o apoio do povo, que na verdade dirige os atos do Governo (é o poder emanando do povo, literalmente).

As legiões de militantes, mobilizadas 24 horas para qualquer necessidade, e as hostes de apoiadores do Governo, dão sustentação a qualquer medida que tenha que ser votada no Parlamento; essa é a verdade.

Para os “liberais de facebook” que nunca leram Adam Smith, e que nem sabem o significado de “laissez-faire”, meu recado é o seguinte: se João Amoêdo, aquele que vocês adoram, tivesse sido eleito, dificilmente ele teria editado uma Medida Provisória como essa, pois não teria a atitude (leia-se coragem) de montar um gabinete de governo com tanta independência, como Jair Bolsonaro montou.

Mas, caso ela fosse de fato editada por ele, integralmente, exatamente igual a desse governo, ela não seria aprovada.

Sabe por que?

Porque Amoêdo não é Bolsonaro, que passou 28 anos na Câmara dos Deputados e sabe como as coisas funcionam regimentalmente por lá, até chegarem à votação.

Ontem, mais uma vez, o Governo levou o Brasil a um pequeno salto de qualidade, com a ajuda do Parlamento. Sem corrupção, sem acordos escusos, sem “toma-lá-dá-cá”.

Anime-se, cidadãos. Vamos para a próxima medida. Estamos apenas no começo!

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