Em texto memorável, procurador aponta os inimigos “mercenários” e pede todo o apoio a Deltan

“Deixá-lo à mercê de mercenários e do inquérito arbitrário e inconstitucional de Toffoli é uma covardia irremediável”.

O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos mais destacados da operação Lava Jato, atualmente aposentado, mas que conhece de perto o “idealismo, espírito democrático, competência profissional e honradez pessoal” de Deltan Dallagnol, em esplêndida manifestação aponta nominalmente os inimigos e pede todo apoio ao coordenador da maior operação contra a corrupção da história. “Deixá-lo à mercê de mercenários e do inquérito arbitrário e inconstitucional de Toffoli é uma covardia irremediável”.

Leia o texto:

De um lado: Deltan, Moro, Gebran, Fischer, Fachin, Barroso, Fux, Carmen, dentre tantos outros. De outro, Gilmar, Toffoli, Lewandowski, Moraes, Maia, Calheiros e Collor, dentre outros nomes que não valem a pena ser lembrados.
De um lado, o combate à corrupção, melhores serviços públicos, um Estado eficiente que não atrapalhe o desenvolvimento econômico do país. Na outra extremidade, o garantismo à soldo dos poderosos, propinas e um país entregue à sanha de oportunistas.
De um lado, uma política limpa, financiada pelos membros do partido, eleições baratas e o voto facultativo. Em oposição, uma política de chantagens, de venda de votos, de marqueteiros caríssimos e de bilionários fundos públicos.
Enfim, de um lado a justiça, a liberdade, o caráter e a honestidade, e de outro o descaramento, a hipocrisia, o farisianismo e o cabresto.
Eu sei de que lado estou. E estou bem acompanhado. Estou com Deltan Dallagnol, pois sei de seu idealismo, de seu espírito democrático, de sua competência profissional e de sua honradez pessoal.
Tenho vergonha desse jornalismo baixo, de serviçais vis de interesses poderosos e desse relativismo ético que grassa nos formadores de opinião.
Cada pessoa, cada entidade que apoiou as 10 Medidas contra a Corrupção, que apoiou a operação Lava Jato, que foi as ruas por um país melhor - independentemente do político que escolheu - deve agora se manifestar contra a vergonhosa tentativa de punir Deltan Dallagnol. Deixá-lo à mercê de mercenários e do inquérito arbitrário e inconstitucional de Toffoli é uma covardia irremediável.
da Redação

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