O dever cumprido

Na manhã desta terça-feira (20), enquanto acompanhava a negociação tensa que acontecia na ponte Rio-Niterói, onde um homem mantinha reféns dentro de um ônibus, o governador do Rio, Wilson Witzel, do Partido Social Cristão afirmou que a ‘prioridade absoluta’ era a ‘proteção dos reféns’.

A ordem foi cumprida à risca.

Depois de três horas de tentativas para resolver a situação feitas por dois negociadores da equipe do Bope, um psicólogo, um médico e um gerente de crise, a situação chegou a um limite onde a vida das 37 pessoas mantidas como reféns já não podia ser garantida.

Espalhadas pelo ônibus, garrafas com gasolina foram colocadas pelo sequestrador, que ameaçava incendiar tudo. O anúncio certeiro de uma tragédia.

Pouco depois das 9h40 da manhã, o sequestro que havia iniciado as 5h30 e paralisou o Rio terminou rapidamente. Atiradores de elite do Bope receberam a ordem para atirar no criminoso.

O sequestrador morreu na hora.

O saldo: 37 reféns libertados sem ferimentos.

O governador do Rio comemorou ao lado da sociedade brasileira.

E prometeu condecorar os policiais que participaram da ação.

Não poderia ser diferente.

Os brasileiros - e mais agudamente os cidadãos do Rio, não aguentam mais a criminalidade, que precisa ser combatida eficazmente.

Promessa do presidente Jair Bolsonaro, inclusive.

Na contramão desse conceito simples, o de que a vítima deve ser priorizada sempre, existe o conceito dos militantes da esquerda radical que defende sempre o criminoso e despreza a vítima.

Esse conceito foi instituído por órgãos como o dos Direitos dos Manos, atuando neste país desde 2002, a partir da tomada do poder pelo PT.

Enquanto é estratégia de uma organização criminosa travestida de partido político defendendo os comparsas e martelada dentro da cabeça dos seus militantes à força ainda se compreende.

A parceria do PT com facções criminosas como o PCC durante 16 anos vai ficando cada vez mais visível.

O que não dá pra entender mesmo é como isso ainda permanece dentro dessas cabeças, que irão relativizar a situação para a atacar o governador e a ‘direita fascista’.

Naturalmente, esse pessoal se distancia do sofrimento, medo e dor das 37 pessoas dentro daquele ônibus.

Deliberadamente, ignoram as vítimas. Como sempre.

Não significam nada para eles além de peças num tabuleiro politico sujo, onde vale qualquer coisa desde que se atinja o objetivo.

Aliás, nem o criminoso vale para eles como ser humano.

É apenas mais uma peça nesse mesmo tabuleiro.

Mas são poucos e cada vez mais desacreditados, pela própria incoerência de suas posições.

A maioria dos brasileiros honestos, entretanto, está ao lado do governador do Rio.

E aplaudem -como aplaudiram as pessoas na ponte rio Niteróí na manhã de ontem- o sniper que, ao apertar o gatilho, defendeu a sociedade e salvou 37 pessoas de morte.

Marco Angeli Full

Artista plástico, publicitário e diretor de criação.

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