A defesa intransigente da soberania brasileira

Ao autorizar a intervenção do Exército Brasileiro na Amazônia Bolsonaro deu um recado claro aos que, como o presidente francês Emmanuel Macron, acreditam que o Brasil é terra de ninguém e uma colônia a ser explorada: o Brasil não aceitará em hipótese alguma ameaças à sua soberania.

Quando membros do G7 tentaram remendar a péssima atuação de Macron oferecendo 83 milhões de reais como ajuda emergencial no combate às queimadas, o governo brasileiro declarou nesta segunda que recusará.

Recusa confirmada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

Bolsonaro afirmou que o assunto está em aberto, mas sujeito à retirada dos insultos que o francês expeliu ao próprio presidente, ao chamá-lo de mentiroso (quando ironicamente foi o próprio francês que publicou fotos antigas para defender a internacionalização da amazônia) e ao defender mundialmente a criação de um ‘grupo’ internacional’ para controlar a Amazônia.

Sim, Macron acha que o Brasil é a maison de la mère joana.

Ou que é uma de suas colônias a ser usada como a Polinésia Francesa, alvo de testes nucleares da França desde 1996. Foram 193 testes que acabaram gerando câncer na população e até em franceses.

A ação de Bolsonaro é exatamente a esperada pelo povo brasileiro.

Nada mais e nada menos.

Ao defender firmemente a soberania brasileira, Bolsonaro defende cada um dos cidadãos do país.

O recuo de Angela Merkel diante do presidente brasileiro no G7 é explicável: Jair Bolsonaro, enquanto presidente do Mercosul é importante demais para as negociações com a União Européia, hoje abalada pelo Brexit e a iminente saída da Inglaterra.

Em outras palavras, Bolsonaro manda bem.

Quanto à Macron, restam as palavras de Onyx Lorenzoni, da Casa Civil.

Onyx declarou que o Brasil agradece a grana oferecida, mas talvez ela seja mais relevante se for usada para reflorestar a Europa.

E que Macron deveria cuidar da própria casa antes de meter o bedelho na dos outros, citando o caso do previsível incêndio da catedral de Notre Dame onde o francês falhou miseravelmente, já que se trata de um ‘patrimônio da humanidade’, expressão usada por ele ao 'defender’ a 'sua’ -dos franceses - Amazônia.

O recado do governo brasileiro coloca muita gente em seu devido lugar, do papa que adora condecorar tiranos como maduro à atores como Leonardo de Caprio.

E é bem claro:

Cuidem primeiro de suas casas e depois conversamos.

*Em tempo: quanto às bundas pensantes, vide Anitta, e outros ‘brasileiros’ que defendem insanamente o atraso e a volta do homenzinho, só há o que lamentar.

Marco Angeli Full

https://www.marcoangeli.com.br

Artista plástico, publicitário e diretor de criação.

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