"Cirurgião plástico" de araque escolhia vitimas nas redes sociais

Polícia prende estelionatário e falso médico

O estelionatário dava golpes em mulheres, utilizando as redes sociais e, sem ter cursado faculdade, exercia a profissão de médico na especialidade de cirurgia plástica.

Paulo Cesar Dantas da Mota é suspeito de 37 crimes de estelionato, além de apropriação indébita, exercício ilegal da profissão e violência sexual mediante fraude. Contra o suspeito, foi cumprido um mandado de prisão preventiva referente a todos esses crimes.

O "doutor" Paulo César Dantas da Mota, de 43 anos, seduzia suas vítimas, todas entre 45 e 55 anos, e lhes causava prejuízos financeiros. Uma das quatro mulheres que procurou a policia contou que foi lesada em pelo menos R$ 13.800.

Paulo foi preso tomando chopp em um bar, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, durante um encontro com uma possível vítima. O preso conhecia mulheres solteiras de meia idade, recém separadas ou viúvas, através de sites e aplicativos de encontros e, rapidamente, começava um namoro.

A investigação começou após uma mulher ter procurado a delegacia alegando que Paulo havia feito 37 compras com seu cartão de crédito, sem seu consentimento, num total de compras avaliado em R$ 7.500. Além disso, Paulo pagou um anestesista com um cheque sem fundo, fazendo com que a mulher arcasse com as despesas de mais de R$ 5 mil.

"Ele escolhia mulheres com instabilidade emocional e com boas condições financeiras para aplicar os golpes", contou o delegado do caso.

Logo após a divulgação da prisão de Paulo César, duas vítimas estiveram na 32ªDP para reconhecer o estelionatário. O delegado contou que durante a investigação ficou comprovado a má-fé de Paulo. Segundo os policiais, durante a investigação eles cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do acusado.

A policia cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de Mota. No local, os policiais encontraram carimbo falso de médico com as iniciais do suspeito, receituários de remédios controlados, atestado falso, contrato de abertura de conta corrente com data de abril deste ano em nome do pai dele, morto há 13 anos, além de objetos comprados com o cartão de crédito de uma das vítimas como perfumes, roupas, sapatos e óculos escuros.

da Redação

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