A esquerda e a assombrosa descoberta das diferenças

Se há uma coisa que pode ser creditada justamente à esquerda, é a de informar ao mundo assombrado que existem diferenças entre os seres humanos.

Sim. Eu e minha geração, quando jovens, em nossa santa ingenuidade, jamais poderíamos imaginar tal diversidade.

Vero. Amigos eram amigos, amigas eram amigas, etc.

Quem se importava afinal com a cor, opção sexual, status? Tivemos amigos negros, brancos, judeus, árabes, japoneses, seja lá o que for…

Não que as diferenças não existissem ou que não houvessem eventualmente manifestações toscas ou grosseiras a respeito delas.

Sim, elas existiam, mas sua percepção -e consequências- eram bem diferentes.

E tais manifestações eram restritas aos –digamos- seres humanos mais toscos, mais ignorantes, se é que me entendem.

O incentivo à polarização, e consequentemente ao ódio e à radicalização, é um crédito que os canhotos devem assumir com orgulho.

Não só no Brasil.

Mas nestas terras, especialmente, um homenzinho medíocre descobriu que a velha máxima de Machiavel –a de dividir para conquistar- funcionava muito bem para seus propósitos de poder.

E a aplicou descaradamente.

Quem não ouviu lula cuspir seu ódio pela ‘zelite’ não sabe o que é Brasil.

Assim, esse homem, um anão moral, foi batendo numa única tecla: a de dividir negros e brancos, pobres e ricos, gays e heteros, mulheres e homens, nortistas e sulistas, cristãos e ateus, cachorros e gatos, e tudo o que sua mente sociopata conseguiu imaginar.

Deu certo.

Seus adoradores caíram na armadilha fácil: usando justamente o pretexto da proteção de ‘minorias’, ele as dividiu ainda mais, e gerou o ódio pelas diferenças, que agora apontava com os nove dedos acusadores.

Claro que o uso dessas minorias é imoral, para dizer o mínimo.

Mas moralidade jamais foi prioridade da esquerda.

A prioridade absoluta sempre foi poder, embora na maioria das vezes não soubessem o que fazer com ele assim que lhe caísse nas mãos.

Mas poder tem seu brilho especial, que os atrai: com o poder vem a chave do cofre.

E roubar...isso eles sabem fazer muito bem.

Nestes dias, com a risível intervenção de Crivella, com direito a show, polícia e tentativa de apreensão de uma HQ que mostrava dois marmanjos se beijando, como se isso fosse novidade, a esquerda teve mais uma vez a chance de esbravejar pateticamente.

A polêmica, no frigir dos ovos, é o que eles querem.

O que lhes interessa é o caos, a discórdia e o ódio. E holofotes.

Cair nessa armadilha fácil é mesmo para cabeças de bagre, militantes cegos.

Que não percebem de forma alguma que são tão explorados em sua cegueira quanto o resto da humanidade ‘não iluminada’.

E pior: usados como manada útil por escroques que estão se lixando para ideologias.

Ou para ‘lulalivre’ ou ‘qualquerpaspalholivre’.

O que eles querem mesmo é dividir.

E conquistar.

Marco Angeli Full

Artista plástico, publicitário e diretor de criação.

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