Huck extrapola e, movido por interesses inconfessáveis, atrela a cor da pele ao debate político

"Não vamos resolver desigualdade com um monte de gente branca e rica sentada na Faria Lima."

Essa foi a frase do global Luciano Huck, um cara que passou quase toda a sua vida adulta cercado de gente branca e rica.

Teve amizade com poderosos que, com certeza, agora ele prefere esquecer (ou ao menos, que nós esqueçamos).

O discurso de Huck, atrelando o elemento de raça (cor) ao debate politico, é extremamente irresponsável num país tão miscigenado como o Brasil. A primeira vista, pode parecer que é uma fala que busca representatividade, mas Huck, como um comunicador experiente, deveria ser mais cauteloso.

A fala dele é a condição perfeita para que grupos racistas se apropriem desta retórica divisiva. Passa a impressão de que, brancos estão sempre em posição superior na sociedade, ao mesmo tempo detendo posições de poder e fazendo pouco caso de outras raças (cores) que se encontrem em dificuldades.

Em resumo, a fala de Luciano Huck é uma alegoria de que brancos (por serem brancos) são privilegiados e por isso podem prejudicar uma discussão por igualdade em razão de seus próprios interesses ou de sua ignorância. Uma idiotice pela qual Huck deve desculpas. Ainda que tivesse boas intenções, o elemento racial em sua fala é completamente impróprio. Está desunindo brasileiros e não unindo.

Não sei se Huck falou o que falou por ter interesses políticos maiores e querer jogar pra plateia (exibindo suas virtudes de “artista consciente” para que todos vejam), ou se simplesmente bateu uma crise na meia idade onde se viu cercado de todo o luxo do mundo, com mais dinheiro do que ideias. A verdade é que sua fala converge com a retórica racista de esquerda de que brancos devem se sentir culpados por um suposto “privilégio branco” que os coloca em eterna vantagem na sociedade.

Luciano, não há privilégios de brancos sobre negros (ou pardos). Há privilégios de Poderosos contra Cidadãos Comuns. Se quer se desculpar por algo, deixe a cor do brasileiro de lado.

Desculpe-se por utilizar o dinheiro desses mesmos brasileiros num empréstimo, com taxa de 3% ao ano, para comprar um JATINHO.

Ainda que seu empréstimo não tenha sido ilegal, é difícil acreditar que não tenha tido ao menos um leve peso na consciência em razão da “igualdade” de que tanto fala. Afinal, um cidadão comum que precise comprar um carro popular, paga pelo menos 5 vezes essa taxa.

Quer ajudar de verdade? Apoie as boas reformas que este governo tem feito.

Frederico Rodrigues

Analista Político e Membro da Direita Goiás.

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